O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do
Comitê Organizador da Olimpíada do Rio, Carlos Arthur Nuzman, disse na
manhã desta quinta-feira que o novo atraso do Brasil para entregar a
Matriz de Responsabilidades ao Comitê Olímpico Internacional (COI) não
irá prejudicar a organização do evento. Cobrado pela entidade, o
documento detalha a participação de cada nível de governo (municipal,
estadual ou federal) nas obras envolvendo os Jogos de 2016.
A Matriz de Responsabilidades deveria ter sido entregue nos últimos dois
dias, durante visita de uma comitiva do COI ao Rio, mas não ficou
pronta. Assim, o novo prazo de entrega foi marcado para março de 2012,
quando a Comissão de Organização dos Jogos voltará ao Brasil.
“Tem de partir dos três governos e do Comitê Organizador. Cada um tem de
fazer o seu trabalho. Um novo prazo foi marcado e agora vamos entregar
em março. O importante é que estamos em dia com os preparativos e o COI
está muito satisfeito”, disse Nuzman que participou nesta quinta-feira
da abertura da “IV Cúpula de Lausanne Rio 2011 – Encontro de Cidades
Olímpicas e Paraolímpicas”.
Na quarta-feira, o secretário de Estado da Casa Civil, Régis Fichtner,
afirmou que prefeitura e governo do Rio cumpriram o combinado, mas ficou
faltando a parte do governo federal, representada pela Autoridade
Pública Olímpica, presidida por Márcio Fortes. O ex-ministro das Cidades
– único representando da União no encontro com a comitiva do COI, já
que ninguém do Ministério do Esporte compareceu – evitou falar com a
imprensa nos dois dias de reuniões.
Legado
A “IV Cúpula de Lausanne Rio 2011” é organizada pela União
Mundial das Cidades Olímpicas, criada por Atenas, na Grécia, e Lausanne,
na Suíça. O prefeito da cidade suíça, Daniel Brélaz, afirmou que espera
do Rio, entre as cidades que receberam ou sediarão os Jogos, o maior
progresso. “A cidade tem problemas de segurança, sociais, e serão
solucionados (pela Olimpíada). Talvez não todos, mas parte deles”, disse
Brélaz.
Apesar da presença de representantes de diversas cidades que já foram
sede dos Jogos Olímpicos, como Cidade do México e Atlanta, não há
representante grego no seminário, que termina nesta sexta-feira.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, que discursou em inglês, brincou com a
visita da comitiva do COI durante os últimos dois dias para a realização
de reuniões do Project Review (revisão de projeto). “É duro passá-los
para trás. Tentamos, mas esses caras são duros”, brincou o prefeito.
Ele também falou sobre o legado que os Jogos de 2016 deixarão para a
cidade. “Não são os atletas que usarão os BRTs, é para o povo. A
urbanização das favelas também não é para os atletas, mas para a
população que mora ali”, disse o prefeito do Rio.
(Agência Estado)