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Déficit de médicos especialistas é desafio na rede materno-infantil em Goiás

Dado consta em relatório do TCE-GO | 28.11.25 - 23:24 Déficit de médicos especialistas é desafio na rede materno-infantil em Goiás Déficit de médicos especialistas é desafio na rede materno-infantil em Goiás. (Foto: Divulgação)
 
A Redação

Goiânia
- Sete hospitais estaduais, um hemocentro regional e seis policlínicas, localizados em onze municípios goianos, foram visitados pela equipe do Serviço de Avaliação de Políticas Públicas do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) para elaboração do Diagnóstico Situacional da Saúde Materno-Infantil, documento divulgado nesta semana durante o 2º Encontro de Inteligência Artificial e Políticas Públicas. Ao todo, 55 profissionais (como médicos, enfermeiros e gestores) responderam a um questionário que incluiu perguntas relativas à realidade de infraestrutura, recursos humanos, governança e finanças das unidades de saúde. 
 
O diagnóstico – que já está disponível no Observatório de Políticas Públicas - mostra, por exemplo, que 83% dos hospitais visitados realizam partos de risco habitual, mas somente metade deles realizam os partos de alto risco. Quanto às policlínicas, todas elas oferecem consultas ginecológicas, obstétricas e exames laboratoriais e de imagem. Já as consultas pediátricas são oferecidas em 80% das seis policlínicas visitadas. Sobre o número de profissionais que atendem nas unidades: a percepção de quem trabalha nos hospitais e policlínicas é de que faltam médicos especialistas. 
 
A análise dos resultados mostra, ainda, falhas na regulação e na integração com outros entes do sistema de saúde, a exemplo das unidades básicas responsáveis pela atenção primária. Há desde encaminhamentos inadequados até fragilidades na classificação de risco das gestantes, “o que compromete a efetividade do cuidado”, como destaca o documento final.

O diagnóstico foi elaborado no contexto de avaliação, realizada também pelo TCE-GO, da Rede Nascer, política de atenção à saúde materno-infantil lançada em outubro deste ano pelo governo estadual.  “Antes de a Rede Nascer estar, de fato, implementada, como está lá na ponta? A gente fez as visitas para conhecer essa realidade. Assim, futuramente, nós teremos parâmetros para comparar”, destacou Vânia Mara de Souza e Silva, chefe do Serviço de Avaliação de Políticas Públicas do Tribunal.
 
Pioneirismo
A avaliação da Rede Nascer, relatada pelo conselheiro Sebastião Tejota, foi, inclusive, a primeira avaliação de política pública realizada por um órgão de controle externo brasileiro seguindo as Normas Brasileiras de Auditoria do Setor Público (NBasp) 9020.

“Assim como a primeira infância é a base para a formação e desenvolvimento de uma criança, podemos dizer que, em se tratando de políticas públicas, as fases de diagnóstico do problema e de formulação da política também são basilares”, explica Valter Mário Canedo, auditor de controle externo do TCE-GO que integrou a equipe responsável pelo trabalho. É que, considerando o ciclo das políticas públicas, a avaliação da Rede Nascer se dedicou especificamente a essas duas etapas: diagnóstico do problema e formulação da política.

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