Goiânia - A PUC Goiás foi destaque na 21ª edição do Prêmio IEL de Talentos, realizada na noite desta quinta-feira (28/8), na Casa da Indústria. A universidade recebeu o 1º lugar na categoria Educação Inovadora e teve acadêmicos premiados em diferentes modalidades do concurso, que reconhece boas práticas de estágio e inovação no mercado de trabalho.
Os estudantes Mateus Cruvinel Rodrigues (Relações Internacionais) e Roberta Sousa Teles (Medicina Veterinária) conquistaram o 1º lugar como Estagiários Inovadores nas categorias Pequena Empresa e Grande Empresa, respectivamente. Também foram premiados os acadêmicos Thiago Becker (Direito), 2º lugar na categoria Grande Empresa; Samuel Brito (Engenharia Civil), 3º lugar; na categoria Média Empresa e Edilayne Mendes Rodrigues (Direito), 3º lugar, no Sistema S.
Reconhecimento coletivo
Para a coordenadora de Apoio ao Estágio da PUC Goiás, professora Marília Rabelo, os resultados expressam o esforço conjunto da comunidade acadêmica. Ela lembrou que a universidade teve 19 inscritos e seis finalistas. “Isso mostra o resultado de uma equipe que trabalha em conjunto. Nós não conseguimos nada sozinhos”, afirmou. Segundo a docente, a premiação também revela o impacto do programa de estágio na formação dos estudantes: “O estágio é a primeira porta para o emprego, para as oportunidades no mundo do trabalho. Estamos muito felizes com esse momento”, disse.
A reitora da PUC Goiás, professora Olga Izilda Ronchi, ressaltou que este foi o ano de maior êxito do programa de estágios da instituição. “Ter seis prêmios concorrendo em uma única noite, entre estudantes e orientadores, é uma conquista extraordinária”, destacou. Ela acrescentou que o mérito não é apenas dos alunos, mas também dos professores que os acompanham. “O estágio une teoria e prática, exigência fundamental para a formação profissional. É gratificante ver a universidade se destacando em uma dimensão tão importante”, afirmou.
Talentos premiados
Primeiro colocado na categoria Pequena Empresa, Mateus Cruvinel Rodrigues apresentou um projeto de internacionalização tecnológica em uma empresa de software. O orientador, professor Danilo Alarcon, explicou que a proposta foi “unir a pauta da internacionalização, tão necessária às empresas regionais, com o uso da tecnologia para romper barreiras e reduzir custos”. Para ele, o prêmio evidencia a relevância do curso de Relações Internacionais. Já Mateus destacou que a experiência foi transformadora: “Pude testar meu potencial, contribuir com soluções reais e perceber como podemos impactar o mundo positivamente com o conhecimento que adquirimos na universidade”.
Na categoria Grande Empresa, o acadêmico de Direito Thiago Becker conquistou o 2º lugar com o projeto Micro Ações Geradoras de Macro Resultados, desenvolvido no setor jurídico da Piracanjuba. Sua professora orientadora, Cristina Bastos, ressaltou que ele “levou para a empresa um fluxo novo de organização das demandas jurídicas, otimizando processos e encantando os supervisores”. Para Thiago, o diferencial foi a disposição em aprender: “Comecei com tarefas simples, mas fui ganhando responsabilidades e consegui melhorar o programa de estágio e o fluxo do setor jurídico”.
Também finalista, o estudante de Engenharia Civil Samuel Brito, premiado em 3º lugar na categoria Média Empresa, desenvolveu o software ConstruCarbon, capaz de calcular a emissão de CO? em obras e propor compensações ambientais. Ele contou que a Sousa Andrade, empresa em que estagia, apoia fortemente projetos de sustentabilidade. “A PUC dá uma base muito boa, prepara na teoria para que possamos aplicar na prática. Esse apoio é fundamental”, destacou.
Na categoria Sistema S, a acadêmica de Direito Edilayne Mendes Rodrigues conquistou o 3º lugar com a criação de um podcast para elucidar dúvidas jurídicas em linguagem acessível. Ela ressaltou: “A ideia é democratizar o acesso à informação de forma leve, sem o excesso de termos técnicos, contribuindo para o dia a dia dos colaboradores”.
Valorização do estágio
Na avaliação do vice-presidente da Fieg e diretor do IEL Goiás, Flávio Rassi, a premiação reforça o papel do IEL como ponte entre jovens e empresas. “O propósito do IEL é claro: fazer a interface entre o mercado de trabalho e o jovem. Hoje, mais de 70% dos estagiários permanecem nas empresas após o estágio, o que mostra a importância dessa iniciativa”, ressaltou.
Ele lembrou que, em 55 anos de história, mais de 420 mil estagiários já passaram pelos programas da instituição. “É muito comum ouvir de alguém que o primeiro emprego foi conquistado por meio do IEL”, afirmou.
Flávio explicou ainda que o prêmio não se limita a reconhecer talentos individuais, mas busca difundir práticas inovadoras que possam inspirar outras organizações. “O IEL foi criado para ser a interface entre o jovem e o mercado de trabalho. Mas hoje ele vai além: não é apenas uma oportunidade para o estudante, é também uma oportunidade para a empresa. O prêmio mostra o que há de melhor sendo feito e ajuda a reverberar isso em diferentes setores”, pontuou.