A Redação
Goiânia - A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), em parceria com o Governo de Goiás, está promovendo a reintegração de pessoas em situação de rua aos seus estados de origem por meio do projeto “De Volta pra Casa”. A iniciativa já possibilitou que mais de trinta pessoas atendidas pelo Centro POP retornassem para suas cidades natais de forma segura e estruturada.
O projeto tem como foco o retorno voluntário dessas pessoas, visando sua reintegração familiar e social com dignidade. A ação busca garantir que esse retorno ocorra de maneira segura, promovendo a recuperação da dignidade e a reconstrução da autonomia dos beneficiados.
Para viabilizar a iniciativa, o programa assegura o pagamento das passagens e fornece um kit de viagem contendo lanche, itens de higiene e um cobertor. Os custos são cobertos pelo Estado de Goiás, e o benefício é concedido em parcela única, sendo pessoal e intransferível.
Podem participar do programa aqueles que comprovarem inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e realizarem a solicitação no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP).
De acordo com a secretária da Semasdh, Erizania Freitas, atualmente são oferecidas apenas passagens interestaduais. No entanto, está em estudo a inclusão de passagens intermunicipais para atender aqueles que desejam retornar às suas cidades dentro do estado. “Estamos realizando um estudo para viabilizar essa iniciativa. A gestão está articulando para garantir esse benefício às pessoas em situação de rua que desejam retornar ao seu município de origem”, afirmou a secretária.
Antonio Felipe, de 29 anos, chegou a Goiânia há cinco anos em busca de oportunidades de trabalho. “Cheguei com a esperança de encontrar um emprego e construir uma vida melhor, mas acabei me envolvendo com as drogas e me afastei de tudo e de todos. Agora percebi que preciso voltar para minha família no Cariri, no Ceará. Vou procurar apoio e tentar reconstruir minha vida. Sei que será um caminho difícil, mas estou decidido a tentar”, afirmou.
Já Ricardo da Silva, de 48 anos, veio para Goiânia após perder a esposa em Guaxupé, Minas Gerais. “Perdi minha esposa, e desde então minha vida virou de cabeça para baixo. Vim para Goiânia na tentativa de dar um tempo, mas o luto me deixou completamente perdido. Acabei me afastando de todos. Agora, depois de viver nas ruas, decidi que é hora de voltar para casa e encontrar apoio nos meus irmãos”, relatou.
A secretaria reforça que todas as pessoas que retornam aos seus estados contam com acompanhamento e monitoramento, garantindo que cheguem em segurança e sejam reinseridas no convívio familiar e comunitário. Esse suporte é essencial para minimizar os riscos de retorno à situação de vulnerabilidade.