Jales Naves
Especial para AR
Goiânia – Costureira de talento, que teve uma confecção de roupas, e cozinheira requisitada, que fazia salgados para festas, Maria Aparecida Naves de Souza (Mariquinha), 93 anos, mineira de Uberlândia, onde sempre morou, faleceu na manhã desta sexta-feira (27/2), e seu corpo será sepultado no sábado (28/2), no cemitério municipal.
O comunicado é da neta Maria Clara Naves, que explicou que ela era viúva de Valace Mendes de Souza, igualmente de Uberlândia, do distrito de Miraporanga, que faleceu em 2025, aos 95 anos, depois de uma vida dedicada à oficina de motos e como torneiro. Os dois foram casados por 71 anos.
O casal teve sete filhos, três homens e quatro mulheres, todos com as quatro primeiras letras do nome iguais, também nascidos em Uberlândia, com uma pequena diferença de datas. Cleia faleceu com apenas seis meses de vida. Os nascimentos eram praticamente a cada dois e na cidade se organizaram, casaram-se, constituíram família e vivem atualmente. São nove netos e oito bisnetos.
Todos assinando Naves de Souza e já aposentados, Cleider é de 1955, trabalhou no escritório de Valdemar Araújo e depois na Companhia de Habitação; Cleiber, de 1957, ajudou o pai na oficina de motos e, depois que se casou, montou a sua oficina, quando mexeu também com lancha, triciclos, jet ski etc.; Cleizer, de 1959 e falecido em 2019, teve bar e restaurante; Cleide, de 1960, foi inspetora de Educação do Estado na cidade; Cleice, de 1964, foi professora das redes municipal e estadual de ensino; e Cleire, de 1966, pedagoga pela Universidade Federal de Uberlândia, logo ingressou na Prefeitura Municipal, teve um único emprego e em sua área: analista pedagógica, numa escola rural, a Escola Municipal Dom Bosco, onde trabalhou por 31 anos e a dirigiu por 15 anos.
