A Redação
Goiânia – O prefeito Sandro Mabel apresentou um conjunto de indicadores fiscais que sinalizam reorganização das finanças públicas, crescimento consistente da arrecadação e aumento expressivo da capacidade de investimento durante a prestação de contas do 3º Quadrimestre de 2025, nesta segunda-feira (16/3), na Câmara Municipal.
“Temos resultados positivos, a diminuição significativa de despesas e aumento de receita, ou seja, estamos fazendo esse equilíbrio. E temos tido o apoio da Câmara com a aprovação de vários projetos, inclusive o da calamidade que nos ajudou a atravessar o primeiro ano de gestão”, destacou Mabel. “O superávit foi feito com muito trabalho, com muita atenção, com uma boa equipe e um prefeito que sabe administrar”, completa.
Para 2026, o prefeito projeta mais robustez de investimentos com mais de R$ 4 bilhões até 2028, direcionado principalmente para obras estruturantes, modernização urbana e ampliação de serviços públicos. “Agora, é acelerar”, resumiu Mabel.
Mabel enfatizou que os números indicam uma inflexão na gestão fiscal da capital, marcada pela combinação de ajuste nas despesas, fortalecimento da receita e planejamento para novos investimentos. De uma herança da gestão anterior de mais de R$ 4 bilhões em dívidas, o primeiro ano da administração de encerrou o último quadrimestre de 2025 com R$ 1,2 bilhão em disponibilidade de caixa.
Arrecadação recorde e investimentos
Um dos principais destaques das contas de 2025 foi o crescimento da receita municipal. A arrecadação total da prefeitura atingiu R$ 10,02 bilhões, avanço de 9,64% em relação a 2024 e 5,16% acima da inflação no período. O resultado marca um novo patamar histórico para as finanças da capital. Em apenas quatro anos, a receita municipal saiu de cerca de R$ 6,5 bilhões em 2021 para mais de R$ 10 bi.
Outro indicador relevante foi o aumento da participação das receitas próprias, o que reduz a dependência da Prefeitura de Goiânia em relação a transferências de outros entes federativos e amplia a autonomia fiscal do município. O resultado se traduz em uma maior capacidade de planejamento e execução de políticas públicas.
Com maior controle das despesas e crescimento da arrecadação, a Prefeitura de Goiânia ampliou significativamente os investimentos na cidade no ano passado. Os recursos destinados a investimentos passaram de R$ 320 milhões em 2024 para R$ 501 milhões em 2025, uma expansão de 56,5% em apenas um ano.
Os investimentos se concentraram principalmente em áreas estratégicas para o desenvolvimento urbano, como infraestrutura urbana, mobilidade, iluminação pública, saúde e educação. O aumento dos investimentos indica uma mudança de perfil nas contas públicas municipais, com maior peso das despesas de capital em relação aos gastos administrativos.
Ajuste de despesas
Paralelamente ao crescimento das receitas, a administração promoveu uma revisão das despesas administrativas. As despesas correntes foram reduzidas em 3,5% em termos nominais e 7,44% em termos reais, considerando o efeito da inflação. Já as despesas totais apresentaram queda real de 5%. A redução dos gastos de custeio permitiu tornar a máquina pública mais eficiente e liberar espaço no orçamento para investimentos estruturantes.
Os dados da execução orçamentária também mostram que as áreas sociais permanecem como prioridade na aplicação dos recursos públicos. Em 2025, a prefeitura destinou: 21,55% da receita para a saúde, acima do mínimo constitucional de 15%; e 25,83% da receita para a educação, superando o mínimo legal de 25%.
Superávit fiscal
Outro ponto de destaque foi o resultado fiscal positivo registrado em 2025. O município apresentou superávit orçamentário de R$ 583 milhões, revertendo o déficit registrado no exercício anterior. A disponibilidade líquida de caixa passou de R$ 572 milhões em 2024 para R$ 1,2 bilhão em 2025. Esse nível de liquidez amplia a capacidade do município de financiar projetos, enfrentar oscilações econômicas e planejar investimentos de médio e longo prazo.
Os indicadores fiscais também demonstram que Goiânia mantém uma situação confortável em relação aos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A despesa com pessoal corresponde a 45,97% da Receita Corrente Líquida, significativamente abaixo do limite legal de 54%. Já a dívida consolidada líquida representa apenas 8,06% da Receita Corrente Líquida, percentual muito inferior ao limite máximo de 120% permitido pela legislação. Na prática, isso significa que o município apresenta baixo nível de endividamento e ampla margem fiscal, fatores essenciais para sustentar novos investimentos.
