A Redação
Goiânia – Em meio ao debate sobre o projeto dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho (CV), como Organizações Terroristas Estrangeiras, o governador Ronaldo Caiado utilizou as redes sociais para criticar mais uma vez a postura do governo federal. Isso porque a ideia, encabeçada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, vem sendo duramente combatida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que alega que o país americano pode utilizar o combate ao narcotráfico para justificar operações militares no Brasil.
Nesta terça-feira (10/3), Caiado usou as redes sociais para comentar o debate. “Lula virou embaixador de facção. Agora quer impedir que PCC e Comando Vermelho sejam tratados internacionalmente como organizações criminosas. Bandido não se defende. Bandido se combate”, escreveu o chefe do Executivo estadual em sua página no Instagram.
“Eu sempre disse a vocês que o Lula e o PT são complacentes e coniventes com o narcotráfico no país. Hoje, mais do que nunca, nós sabemos qual é a real função do presidente não é governar. O Lula realmente se colocou como o embaixador oficial do narcotráfico e das facções criminosas do Brasil. É isso aí, Lula. Esse é o seu título”, continua Caiado.
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O governador de Goiás completa dizendo que Lula não tem estatura para continuar no cargo. “É assim, minha gente. Nossa posição dura e firme, combatendo o crime, é que nós vamos devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, conclui.
Classificação
Fontes ligadas ao governo Trump que atuam no Brasil confirmam que a ideia é encabeçada por Marco Rubio e está bem avançada. A proposta deve, nos próximos dias, ser levada ao Congresso para ratificação. A ideia é que, designando grupos como terroristas, o governo americano possa estabelecer sanções financeiras, restrições de imigração e ação militar.
Para receber a designação de FTO (Organização Terrorista Estrangeira), é preciso cumprir alguns critérios, segundo o Departamento de Estado dos EUA. São três condições principais:
Ser uma organização estrangeira.
Engajar-se em atividade terrorista (ou ter capacidade e intenção de fazê-lo).
Representar ameaça à segurança de cidadãos ou à segurança nacional dos EUA (defesa, relações exteriores ou interesses econômicos).
