José Cãcio Júnior
Depois de um período de silêncio em relação às acusações do livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., integrantes do PSDB resolveram abrir a caixa de ferramentas contra o autor das denúncias do governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC).
O livro acusa o ex-presidente da República de cometer irregularidades em diversos processos de privatização. Um deles é a concessão de telefonia para empresas estrangeiras. No caso do livro, a Telemar.
Ao participar da abertura do congresso nacional da Juventude do PSDB em Goiânia, nesta sexta-feira (16/12), o presidente do partido, deputado federal Sérgio Guerra (PE), disse que o livro “é uma fraude” e que o autor “é uma pessoa suspeita”. “Não dá para ninguém ficar inventando dossiês. É uma fraude num momento que o governo está acuado”, afirmou o presidente tucano, em entrevista coletiva.
Para os jovens militantes, Sérgio Guerra afirmou que o livro faz parte “dos dossiês que inventam a cada dia para produzir uma confusão e tirar o foco da confusão do governo atual”.
A troca de acusações faz parte de uma briga partidária. Amaury foi o jornalista que, durante a campanha eleitoral de 2010, foi acusado de comprar dados da Receita Federal para montar um dossiê sobre Verônica Serra, filha do ex-governador de São Paulo José Serra.
Na época, Amaury foi acusado de montar um dossiê sobre o então governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB), a pedido do próprio Serra.