José Cácio Júnior
O inquérito da Procuradoria-Geral da República (PGR) aberto nesta terça-feira (27/3) para investigar a relação do senador Demóstenes Torres (DEM) com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, será relatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, revela a coluna Radar Online da Revista Veja.
A situação, que não é boa para Demóstenes, pode ficar mais complicada. Em setembro de 2011, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgava a criação do PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o senador não gostou da posição de Lewandowski, presidente do órgão, a favor da aprovação da nova legenda.
Na época, o democrata criticou o ministro: "O Lewandowski fez lembrar seus tempos de advogado de sindicato. Ele pode cobrar honorários do Kassab (…)Todo mundo que assistiu pela TV Justiça teve a oportunidade de ver o Lewandowski dançando na boquinha da garrafa e o Marco Aurélio [outro ministro do STF] se esforçando para segurar o Tchan."
Pressionado por senadores da oposição, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, abriu inquérito para investigar Demóstenes. As cobranças aumentaram depois que as revistas Veja, Época e Carta Capital divulgaram trechos de conversas entre Demóstenes e Cachoeira que teriam sido gravados pela Polícia Federal.
O STF liberou aos advogados de Demóstenes o acesso ao inquérito da PGR. Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado criminalista que está defendendo o senador não estava comentando o teor das gravações vazadas, pois não tinha acesso às acusações contra Demóstenes.
Apoio
Durante a manhã desta quarta-feira (28/3), o governador Marconi Perillo (PSDB) ofereceu apoio ao senador e afirmou que torce para que ele possa sair de "cabeça erguida" de todas as acusações. "Espero, com toda sinceridade, que ele possa se defender e mostrar que está correto nesta história."