São Paulo – A mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, na noite deste sábado (28/2), após uma ofensiva de forças militares dos Estados Unidos e de Israel.
“À Allah pertencemos e a Ele retornaremos”, disse a agência de notícias. A morte havia sido anunciada pelas redes sociais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ao confirmar a morte de Khamenei, a emissora de televisão estatal não mencionou o ataque à residência do aiatolá por Israel e Estados Unidos.
Segundo The New York Times, a apresentadora da TV vestiu preto e, contendo as lágrimas, leu um comunicado do Conselho Supremo Nacional sobre o líder supremo do Irã.
O texto descreveu o aiatolá Ali Khamenei como uma figura religiosa islâmica reverenciada e afirmou que “seu longo sonho de martírio tornou-se realidade”, observando que ele morreu durante o mês sagrado do Ramadã.
O comunicado dizia que os iranianos estão de luto, mas que os inimigos do Irã devem saber que o “martírio” do líder “desencadeará uma grande insurreição na luta contra os opressores”.
Foram exibidas imagens de arquivo com uma faixa preta em sinal de luto. Khamenei, de 86 anos, era o líder supremo do Irã desde 1989. O Irã anunciou 40 dias de luto oficial e um feriado nacional de sete dias.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou em um comunicado na mídia estatal iraniana que a morte do líder supremo só tornaria o Irã mais determinado a continuar em seu caminho. O comunicado condenou as ações dos Estados Unidos e de Israel e prometeu punir sua agressão.
Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto ao Irã na manhã deste sábado. O país já deu início à retaliação, com mísseis balísticos lançados em direção a Israel e bases dos EUA no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou em publicação na Truth Social que as forças americanas em parceria com o Exército de Isreal assassinaram o líder supremo do Irã, Aiatolá Khamenei.
O ataque ocorreu após semanas de repetidas ameaças de Trump de que os Estados Unidos atacariam o Irã, a menos que a liderança do país concordasse com as exigências dos EUA, especialmente em relação ao programa nuclear de Teerã.
É a segunda vez em menos de um ano que as forças armadas dos EUA atacam o Irã. Em junho passado, as forças americanas bombardearam três instalações nucleares no país. Desta vez, autoridades americanas afirmaram que esperavam um ataque muito mais extenso. (Agência Estado)
