A Redação
Goiânia – A inflação em Goiânia registrou variação de 0,22% em janeiro de 2026, ficando 0,11 ponto percentual abaixo da média nacional, que foi de 0,33% no período. O resultado coloca a capital goiana entre as menores variações de preços do país no mês, ocupando a segunda posição entre as capitais pesquisadas, atrás apenas de Belém (0,16%). Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB).
O resultado também representa leve desaceleração em relação a dezembro de 2025, quando a inflação na capital havia sido de 0,23%. A composição do índice mostra que a alta mensal foi impulsionada principalmente pelos grupos Saúde e cuidados pessoais (0,87%), Alimentação e bebidas (0,34%) e Transportes (0,33%), além de Despesas pessoais (0,26%), que juntos responderam por cerca de 68,2% do resultado da inflação no mês.
Por outro lado, alguns grupos contribuíram para conter o avanço dos preços. O grupo Habitação registrou deflação de -0,57%, influenciado principalmente pela queda de 5,12% na energia elétrica residencial, enquanto Vestuário apresentou retração de -0,80% no período.
Entre os alimentos, houve aumento em itens como tomate (17,66%), cenoura (7,17%) e repolho (4,59%), além de reajustes em carnes e refeições fora do domicílio. Em contrapartida, alguns produtos apresentaram queda de preços, como ovo de galinha (-8,13%), frango em pedaços (-3,70%), leite longa vida (-2,10%), arroz (-2,20%) e frutas em geral (-1,92%).
No acumulado em 12 meses, a inflação em Goiânia alcançou 4,38%, resultado ligeiramente inferior à média nacional, que foi de 4,44% no mesmo período.
