A Redação
Goiânia – A inflação medida em Goiânia fechou o mês de fevereiro com variação de 0,39%, bem abaixo de janeiro, quando foi de 1,13%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na capital foi divulgado nesta segunda-feira (10/03) pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan).
Neste início de ano, o índice inflacionário acumula alta de 1,52%, abaixo dos 1,64% registrados no mesmo período no ano anterior. Nos últimos doze meses, o índice ficou em 5,81%, também abaixo de igual período no ano anterior 10,08%. Segundo técnicos do IMB/Segplan, os grupos de despesa que mais influenciaram na formação do índice foram a habitação (alta de 0,44% para 0,70%) e alimentação, que no geral teve redução de 1,08% para 0,54%, mas registrou forte alta nos preços de hortaliças e legumes (1,22% para 10,63%).
Conforme os técnicos do IMB/Segplan, dos nove grupos de despesa que compõem o IPC Goiânia, seis tiveram acréscimos de preços, dois apresentaram decréscimos e um ficou estável. O destaque negativo na seara dos alimentos ficou mais uma vez com o tomate, que registrou alta de 18,29% no período. Os preços da banana-prata também subiram mais do que o normal, com variação de 10,04%. No grupo Habitação, o aluguel residencial subiu 0,67%.
Cesta básica
Com a alta em alguns alimentos, o custo da cesta básica subiu 0,53% em Goiânia, em fevereiro, e alcançou o valor de R$ 248,07 para uma pessoa, conforme levantamento do IMB/Segplan. Em janeiro, a mesma cesta custava R$ 246,77. No ano, a alta acumulada do custo da cesta básica na capital está em 1,70% e 0,62% nos últimos 12 meses.
Dos 12 itens que compõem a cesta, apenas quatro apresentaram reajuste, com destaque para os legumes/tubérculos, que subiram 6,44% em relação a janeiro. Os outros produtos que tiveram preços maiores no período foram leite (1,69%), arroz (0,95%) e feijão (0,54%). Em compensação, a carne, por exemplo, teve queda de 3,05%.