Larissa Lessa
Atualizada às 11h43
Acidentes envolvendo ônibus do transporte coletivo fizeram mais uma vítima em Goiânia, a primeira do ano de 2012. Ivone Ilária de Campos, 80 anos, morreu nesta quinta-feira (20/1) depois de ser atropelada por um ônibus coletivo na Rua 10, sobre a ponte da Marginal Botafogo, no Setor Sul. A idosa foi atropelada por uma roda traseira do ônibus. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Investigações de Crimes de Trânsito de Goiânia (Dict). De acordo com o delegado titular, no boletim registrado constam duas versões. Na primeira, a idosa estaria desembarcando do ônibus quando o motorista fechou a porta e movimentou o veículo, arrastando Ivone por alguns metros, até que ela fosse atropelada pela roda traseira.
Já o motorista do ônibus teria dito à polícia que a idosa já teria desembarcado do ônibus quando tropeçou e foi atropelada. O delegado aguarda a apresentação do motorista nesta sexta-feira ou na próxima semana para prestar esclarecimentos sobre o caso.
Se comprovada a culpa do motorista, ele pode ser indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e pode ser condenado a até seis anos de prisão, com aumento de pena por ser um motorista profissional de transporte coletivo.
Em nota, a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo de Goiânia (RMTC) informou que lamenta o fato e que está acompanhando o caso. "Aguardaremos a conclusão da perícia e de laudo pela Delegacia de Investigação de Acidente de Trânsito", informou a nota.
Mortes no trânsito
A morte da idosa foi a primeira neste ano registrada em Goiânia envolvendo ônibus do transporte coletivo. No ano passado, até o mês de novembro, foram 28 mortes na capital em acidentes envolvendo motoristas do transporte coletivo, contra 34 em todo o ano de 2010, de acordo com dados da Dict. “Mesmo sem fechar as estatísticas, sabemos que houve redução do número de mortes de 2010 para 2011. Ainda assim, temos muito o que fazer”, afirma o delegado.
Ele visitou no ano passado terminais da capital para conversar com motoristas. “A investigação continua. Vamos pedir cópias da CEI do Transporte Coletivo e de uma ação civil do Ministério Público sobre o assunto. Talvez alguma informação possa ajudar na apuração dessas mortes”, explicou.
Waldir Soares aponta a semelhança entre o caso registrado ontem e a morte de uma idosa em setembro de 2011. Na época, uma senhora de 72 anos morreu quando tentava descer do ônibus coletivo na parada. O veículo arrancou e ela foi arrastada por alguns metros.
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