A Redação
Goiânia – O Governo de Goiás amplia o acesso à reabilitação especializada ao ofertar, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tecnologia avançada para a análise do movimento humano. O Laboratório de Marcha do Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), é um dos serviços mais modernos do país na avaliação biomecânica da marcha, que já beneficiou milhares de pacientes e contribui para decisões clínicas mais precisas, apoiando a definição de condutas terapêuticas e cirúrgicas.
A análise tridimensional permite identificar alterações sutis do movimento, ampliando a efetividade da reabilitação e a funcionalidade dos pacientes. O serviço conta com 12 câmeras com sensores infravermelhos e softwares de última geração. Durante o exame, marcadores posicionados no corpo do paciente permitem a captação detalhada dos movimentos, que são analisados por uma equipe multiprofissional, formada por médicos, fisioterapeutas e especialistas em reabilitação.
De acordo com o gerente de Reabilitação Física e Visual do Crer, Eduardo Carneiro, a tecnologia fortalece a precisão do cuidado. “O Laboratório de Marcha subsidia um planejamento terapêutico individualizado e baseado em evidências científicas, apoiando desde a prescrição de órteses até o planejamento cirúrgico, com impacto direto na autonomia do paciente”, afirma.
Atendimento de alta complexidade
O Laboratório atende casos neurológicos e ortopédicos complexos, como paralisia cerebral, sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico (TCE), doenças neuromusculares, mielomeningocele, amputações e lesões ortopédicas nos membros inferiores. O serviço também tem papel relevante na reabilitação de pacientes com sequelas neurológicas pós-covid-19.
Referência em reabilitação
Com tecnologia avançada, equipe especializada e fluxo de atendimento estruturado, o Laboratório de Marcha se consolidou como uma ferramenta estratégica para qualificar a assistência em reabilitação no estado. “Mais do que tecnologia, o serviço integra ciência e humanização para oferecer soluções mais assertivas aos pacientes”, destaca Eduardo Carneiro.
