A Redação
Goiânia – O ranking estadual de abertura de empresas em 2025 foi liderado por Goiânia, com 59.195 novos registros, sendo 42.301 microempreendedores individuais (MEIs) e 16.894 de outros portes. “Dentro de um Estado com mais de 1,27 milhão de empresas ativas, 30,79% estão na capital”, afirmou o prefeito Sandro Mabel. Em seguida aparecem Aparecida de Goiânia (19.225), Anápolis (12.418), Rio Verde (6.482) e Valparaíso de Goiás (5.031).
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam saldo positivo de 20.240 empregos formais entre janeiro e novembro de 2025, com 319.497 admissões e 299.257 desligamentos. Serviços e Construção se destacaram, com 15.342 e 3.030 vagas, respectivamente, refletindo a forte demanda por mão de obra nessas atividades.
“A gente vê que quase 25% das novas vagas com carteira assinada geradas no último ano foi na construção civil. Isso faz parte do trabalho que a prefeitura já vem fazendo de desburocratização, e nós queremos ampliar essa desburocratização e também gerar ambiente de negócio que possa trazer mais empreendimentos para a capital”, diz o titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas), Adonídio Neto.
Dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) mostram um acréscimo de 10 mil microempreendedores individuais no último ano. O setor de serviços e comércio segue como principal motor da economia goianiense, respondendo por mais de 60% do PIB municipal.
Para 2026, Adonídio projeta aumento de postos de trabalho e aquecimento da economia, com a realização de eventos como o Moto GP. “A capital possui um dos maiores índices de bares por habitante do Brasil e a rede hoteleira vive momento favorável. Para grandes eventos esportivos de 2026, como o retorno da MotoGP ao Autódromo Internacional de Goiânia, as reservas já atingem 90% da capacidade total, que conta com cerca de 8.502 unidades”, explica o secretário.
