O Fórum Social Temático Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental começa hoje em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo. A marcha de abertura, na capital gaúcha, deve reunir de cinco a dez mil pessoas, segundo previsão dos organizadores. O evento é um dos diversos desdobramentos do Fórum Social Mundial previstos para este ano. Grande parte das 700 atividades do encontro deve elaborar propostas para levar à Cúpula dos Povos da Rio + 20, prevista como reunião paralela à Conferência da Onu, em junho.
O grande momento da edição descentralizada deste ano deve ser a participação da presidente Dilma Rousseff e sete ministros no encontro “Diálogos Entre Sociedade Civil e Governos”, marcado para a noite de quinta-feira no ginásio Gigantinho. Também estão previstos eventos paralelos como o Fórum Mundial da Educação, de 24 a 29 de janeiro, o Fórum Social Mundial da Saúde, de 26 a 27 de janeiro, e o Fórum da Mídia Livre, de 27 a 28 de janeiro.
Nomes como o sociólogo português Boaventura Sousa Santos participam do evento. A presidente Dilma Rousseff e mais sete ministros também estarão em Porto Alegre.
Como sempre, as atividades são autogestionárias e seus enfoques não estão sob controle do comitê organizador. Mesmo assim, a linha geral é discutir alternativas ao capitalismo. “No início, enfrentamos o pensamento único de neoliberalismo para dizer que outro mundo é possível”, recorda uma dos integrantes do comitê local, Mauri Cruz. “Vencida aquela etapa, entendemos que é hora de reinventar o mundo, com respeito ao meio ambiente e inclusão social”. (Agência Estado)