A Redação
Goiânia – Com desempenho acima da média nacional, Goiás fechou o ano de 2025 entre os principais exportadores do país. Boletim divulgado na sexta-feira (30/1) pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), aponta crescimento de 9% nas exportações e coloca o Estado na 8ª posição no ranking brasileiro.
As vendas externas totalizaram US$ 13,41 bilhões e geraram superávit de US$ 8,05 bilhões, 20% superior ao registrado em 2024. O melhor mês foi março, com US$ 1,48 bilhão exportados, enquanto setembro teve o maior crescimento percentual: 43,17% ante o mesmo período de 2024, passando de US$ 859,69 milhões para US$ 1,23 bilhão.
Exportações
A soja em grão manteve a liderança da pauta exportadora, com 38,5% de participação (US$ 5,17 bilhões) e crescimento de 12,8% sobre 2024. O setor de carnes, no entanto, apresentou a maior expansão: as carnes bovinas congeladas avançaram 21,9%, representando 13,37% das exportações (US$ 1,79 bilhão), enquanto cortes específicos de frango dispararam mais de 190% – peitos desossados cresceram 192% e coxas com sobrecoxas, 191,89%.
A China se consolidou como principal destino, absorvendo 43% do total exportado (US$ 5,82 bilhões). Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com US$ 641,4 milhões, um crescimento de 57% em comparação a 2024, apesar das retrações causadas pelo tarifaço nos produtos açúcar e vermiculita, com queda de 58% e 86%, respectivamente.
Entre os municípios goianos, Rio Verde respondeu por um quarto das exportações estaduais (US$ 3,4 bilhões).
Importações
No lado das importações, produtos imunológicos lideraram com US$ 1,23 bilhão, evidenciando a dependência de tecnologia externa na área de saúde. O setor automotivo sinalizou transformação estrutural: a entrada de veículos híbridos cresceu 116%, refletindo a modernização da frota estadual.
Quanto aos países de origem, a China também lidera o quadro, com 25,1% do total (US$ 1,35 bilhão), seguida pela Alemanha, com 12,26% (US$ 657 milhões), e os Estados Unidos, com 9,22% (494 milhões).
Previsão
Para 2026, o CIN/Fieg projeta crescimento moderado entre 3% e 8% nas exportações. A expectativa é de que produtos com maior conformidade sanitária, eficiência logística e valor agregado apresentem os melhores desempenhos. O boletim destaca que a diversificação de mercados e a gestão ativa de riscos comerciais, consolidadas em 2025, serão fundamentais para sustentar o comércio exterior goiano.
