Goiânia – Paixão transmitida de geração a geração que atravessou a fronteira do Brasil e virou excelente oportunidade de negócio para ajudar outros brasileiros que querem e precisam voar. Antônio Humberto Fontoura, de 49 anos, natural de Anápolis (GO), há 27 anos mora nos Estados Unidos. É fundador e proprietário da USA Aviattion, na cidade de Massachusetts, que oferece consultoria para a aquisição de aviões de pequeno e médio porte. Em 2012, somente para o Brasil, a USA auxiliou na compra de 12 aviões, sendo que a empresa atende interessados de outros países, como Colômbia, Venezuela e Grécia.
Para Fontoura, o negócio tem possibilidade de crescer ainda mais. Até o início de 2014, pretende abrir uma filial da USA em Goiás. Ficará entre o escritório nos EUA, e em Goiânia ou Anápolis, cidades em que é mais provável a inauguração da segunda unidade. Disposição Fontoura demonstra de sobra para ficar transitando, ou melhor, voando, entre o Brasil e a Terra do Tio Sam, até porque isso já faz parte da rotina de trabalho. A mais recente vinda de Fontoura, no mês de outubro, foi para trazer um avião comprado por um empresário local.
Desde jovem Fontoura se envolveu com a aviação. O gosto foi estimulado pelo pai, que era proprietário de uma companhia de táxi aéreo em Anápolis. Aos 16 anos, foi para a Goiânia para se tornar piloto, mas deixou o curso porque queria formar-se nos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, aprender inglês, língua padrão utilizada nos procedimentos de aviação. “Convenci meu pai a me deixar partir com a promessa de que voltaria ao Brasil formado e pilotando o meu avião”, relembra Fontoura.
A ideia de empreender na criação de um negócio dentro do próprio ramo surgiu tempos depois, de forma completamente informal. Fontoura havia retornado aos EUA quando, há sete anos, um empresário pediu auxílio para comprar um avião. Nesse momento, o piloto viu a chance de se tornar dono do próprio negócio.
“Continuo pilotando aviões e, muitos dos que auxilio na compra, levo eu mesmo até o cliente. O Brasil tem mercado consumidor para aviões de pequeno e médio porte, em que a maioria dos modelos de qualidade é fabricada nos EUA. Como esse tipo de compra é complexo, o que requer fluência no inglês para negociar, me tornei um facilitador aos interessados”, afirmou Fontoura.
A expectativa com a abertura do escritório da USA no Brasil é que os clientes tenham ainda mais confiabilidade nos serviços oferecidos pela empresa. “No escritório, nós já cuidamos de todo o processo de seleção, compra e exportação da aeronave, mas, para recebê-la, o cliente também precisa de suporte nos trâmites de importação. Ao inaugurar uma unidade no Brasil, teremos uma equipe de advogados, despachantes e outros profissionais que nos ajudarão a concluir essa etapa com mais eficiência, fora o contato mais próximo que os brasileiros terão com o nosso negócio”, explicou.
Como um piloto que enxerga bem além do horizonte, Fontoura já pensa em outro projeto: construir uma fábrica de ultraleves. “O Brasil carece desse tipo de produção, porque no país a fabricação está mais voltada às grandes aeronaves ou aviões agrícolas. Quero fazer aviões seguros e resistentes, com custo acessível para que mais pessoas e empresas possam investir nesse meio de transporte”, concluiu. (Agência Sebrae de Notícias GO)