O dólar comercial liderou o ranking de investimento em novembro. A moeda americana teve alta de 4,78% no mês e não ocupava a primeira colocação desde maio. O ouro – ativo bastante procurado em momentos de turbulência global – ficou na segunda posição, com variação de 3,82%. A alta do dólar também está relacionada com as incertezas do cenário internacional.
Em novembro, após a reeleição de Barack Obama, os Estados Unidos voltaram a debater o chamado abismo fiscal – uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos programada para entrar em vigor no começo do ano que vem se não houver acordo. Na Europa, as dúvidas sobre a Grécia também afetaram o mercado de câmbio – no mês passado, os ministros da zona do euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) permitiram a liberação de 43,5 bilhões para financiar a economia grega.
Na terceira colocação de novembro, ficou o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) com alta de 0,71%, recuperando parte do resultado ruim de outubro, quando a desvalorização foi de 3,56% . A poupança antiga teve um rendimento de 0,50% e bateu os fundos DI e renda fixa. A nova poupança – cujo rendimento é atrelado a 70% da taxa básica de juros – teve valorização de 0,41% em novembro. Ano Em todo ano, a melhor aplicação ainda é o ouro – com valorização de 23,16%. Na sequência, aparece o dólar comercial, com alta de 13,80%. Os fundos de renda fixa são a terceira melhor aplicação, com valorização de 7,99%. No ano, as demais aplicações estão sendo corroídas pelo IGP-M que acumula alta de 6,96%. A pior aplicação é a Bolsa, com valorização de apenas 1,27%. (Agência Estado)