A Redação
Goiânia –
Depois de três meses em queda, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Goiânia voltou a subir e apresentou variação de 1,35% em julho, taxa muito superior à registrada no mês anterior (0,28%). No acumulado do ano, o índice já está em 9,03%, acima dos 4,06% no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a inflação situa-se em 13,6%, e constitui-se na mais elevada para o período desde outubro de 2003 (17,73%), conforme apurou o Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan).
A disparada da inflação no mês de julho foi influenciada, fortemente, pelos aumentos da passagem de ônibus interestadual (20,14%), reajuste das tarifas de água e esgoto (19,91%), ingressos de futebol (16,66%) e do cinema (8,57%), tarifa de telefone fixo residencial (4,69%), alta dos preços dos combustíveis (etanol – 5,97% – e gasolina –2,13%), do leite (2,23%) e do pão francês (2,22%). A energia elétrica também voltou a aumentar (1,53%).
Grupos
Em julho, dos nove grupos que compõe o IPC-Goiânia, oito apresentaram acréscimos e apenas um (vestuário) registrou queda. Segundo o gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do IMB, Marcelo Eurico de Sousa, dos 205 produtos/serviços pesquisados mensalmente pelo IMB/Segplan, 111 tiveram elevação, 33 ficaram estáveis e 61 apresentaram variação negativa. No mês passado, o aumento da inflação de Goiânia teve forte influência do grupo habitação (de 0,75% em junho pra 3,93% em julho), devido aos reajustes da tarifa de água e esgoto, energia elétrica, aluguel residencial e serviços de pintor.
O grupo alimentação, que em junho tinha ficado negativo (-0,78%), também subiu para 0,47% em julho devido às altas do pão francês, leite longa vida, leite em pó integral (4,76%), queijo mussarela (6,09%), feijão carioca (2,09%), refrigerante de dois litros (3,98%), entre outros. As frutas e verduras também registraram aumentos, embora em índices menores do que nos meses anteriores, bem como a carne suína (1,35%) e o frango (1,74%). Na alimentação fora do domicílio, o que pesou foi a alta dos salgadinhos (2,25%, em média).
A volta às aulas também influenciou na alta média dos produtos que compõem o grupo educação, que registrou alta de 0,18%, devido aos reajustes de artigos de papelaria (0,63%) e cursos de informática (0,72%). Já as promoções generalizadas nas lojas de roupas e acessórios contribuíram para a queda dos preços do grupo vestuário (-0,29%). Os pesquisadores do IMB/Segplan observaram redução nos preços de roupas masculinas e femininas de adultos e crianças.
Cesta básica
Para o trabalhador goiano que percebe um salário mínimo (R$ 788,00) por mês, o valor da cesta básica subiu 0,64% em julho, por causa da taxa negativa de junho (0,76%). O custo dos 12 itens que compõem a cesta ficou em R$ 292,07, uma alta de 8,93% no ano e de 16,67% nos últimos 12 meses, segundo o IMB/Segplan.
No mês passado, tiveram reajustes de preços os seguintes produtos: leite (2,23%), pão (2,22%), margarina (1,47%), carne (1,37%), feijão (1,56%) e açúcar (0,67%). Ficaram estáveis os custos de legumes/tubérculos, e apresentaram queda farinha/massas (-2,72%), café (-0,85%), óleo de soja (-1,43%), frutas (-2,51%) e arroz (-0,48%).