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Trump diz que Zelenski é o principal obstáculo para acordo de paz na Ucrânia (foto: reprodução X)
Trump diz que Zelenski é o principal obstáculo para acordo de paz na Ucrânia (foto: reprodução X)

Delegação ucraniana chega aos EUA para negociações de paz enquanto Rússia ataca rede elétrica

Guerra já se estende por quatro anos

17.01.2026 - 12:47:30
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São Paulo – Uma delegação ucraniana chegou aos Estados Unidos neste sábado para conversas sobre uma iniciativa diplomática americana para encerrar a guerra que se estende por quase quatro anos, enquanto ataques russos voltaram a mirar a rede elétrica da Ucrânia, cortando eletricidade e aquecimento em meio a temperaturas congelantes.

Kyrylo Budanov, chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, disse que chegou aos EUA para discutir “os detalhes do acordo de paz”. Pelo aplicativo de mensagens Telegram, Budanov informou que, junto com os negociadores ucranianos Rustem Umerov e Davyd Arakhamia, se reunirá com o enviado americano Steve Witkoff, Jared Kushner – genro do presidente Donald Trump – e Dan Driscoll, secretário do Exército dos EUA.

Zelensky disse na sexta-feira que a delegação tentará finalizar com autoridades americanas documentos para uma proposta de acordo de paz relacionados a garantias de segurança pós-guerra e recuperação econômica. Se os oficiais americanos aprovarem as propostas, EUA e Ucrânia poderiam assinar os documentos na próxima semana durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, disse Zelensky em coletiva de imprensa em Kiev com o presidente tcheco Petr Pavel. Trump planeja estar em Davos, segundo os organizadores. A Rússia ainda precisaria ser consultada sobre as propostas.

A Rússia atacou infraestrutura energética nas regiões de Kiev e Odessa na madrugada deste sábado, informou o Ministério da Energia. Mais de 20 localidades na região de Kiev ficaram sem energia após os ataques, segundo o ministério em seu canal oficial no Telegram.

A Rússia tem bombardeado a rede elétrica da Ucrânia, especialmente no inverno, ao longo da guerra. O objetivo é enfraquecer a vontade ucraniana de resistir em uma estratégia que autoridades de Kiev chamam de “transformar o inverno em arma”.

O novo ministro de Energia da Ucrânia, Denys Shmyhal, disse na sexta-feira que a Rússia conduziu 612 ataques a alvos energéticos no ano passado. A ofensiva se intensificou nos últimos meses com as temperaturas noturnas caindo para 18 graus negativos.

A Ucrânia introduziu medidas emergenciais, incluindo flexibilização temporária das restrições de toque de recolher para permitir que as pessoas vão a centros públicos de aquecimento instalados pelas autoridades sempre que necessário, disse Shmyhal. Ele afirmou que hospitais, escolas e outras infraestruturas críticas permanecem como prioridade máxima para fornecimento de eletricidade e aquecimento. Fonte: Associated Press. (Agência Estado)

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por Agência Estado

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