Théo Mariano
Goiânia – Goiânia é uma das quatro capitais brasileiras com tendência de queda nos casos do novo coronavírus, segundo análise feita por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), utilizando números das últimas seis semanas. Os dados foram publicados nesta quinta-feira (2/12) em nova edição do Boletim InfoGripe, que traz atualizações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil.
No País, cerca de 96% dos casos de SRAG registrados desde o ano passado são causados por infecções da covid-19. Além de Goiânia, Belém (PA), Campo Grande (MS) e Porto Alegre (RS) são as outras capitais com tendência de queda das contaminações pelo vírus. Todos os números foram contabilizados até a semana 47 deste ano, referente ao período de 21 a 27 de novembro. De acordo com a Fiocruz, o Estado de Goiás figura entre as sete unidades federativas com tendência de queda no número de casos, a partir da análise dos dados referentes às últimas seis semanas.
A faixa etária dos zero aos nove anos de idade é a única na qual não predominam os casos de covid-19, mas sim do vírus sincicial respiratório (VSR). Em todas as outras, informa a Fiocruz, a predominância das infecções registradas é das contaminações pelo novo coronavírus. Em relação aos casos de SRAG, a Fundação destaca no boletim que 14 das 27 unidades da federação apresentaram sinal de crescimento dos casos com base nos dados de longo prazo (das últimas seis semanas).

Mapa da Secretaria de Estado da Saúde mostra intensidade do número de registros de casos nos municípios de Goiás – os pintados de cinza não notificaram novas infecções por covid-19 nas últimas quatro semanas. (Foto: Reprodução via Web)
Nas últimas quatro semanas, conforme dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) atualizados nesta quinta-feira (2/12), foram confirmados 4.305 casos do novo coronavírus. A taxa de incidência registrada no período, de acordo com a SES-GO, foi de 61 infectados a cada 100 mil habitantes. Ao todo, 3.038 pessoas se recuperaram da doença. A maioria das infecções foi registrada em mulheres (52,26%).