Larissa Lessa
Cerca de 60 agentes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) vistoriam nesta terça-feira (10/4) mais de 2,5 mil imóveis na região da Praça do Trabalhador, entre o setor Central e o setor Norte-Ferroviário. A ação objetiva reduzir os índices de infestação do mosquito na região, onde funciona aos domingos a Feira Hippie. Os agentes devem permanecer na região até quarta-feira (11/4).
Segundo estimativa da SMS, há mais de 14 mil pontos de acúmulo de água somente na praça. "São buracos feitos para a montagem das barracas", descreve o diretor de Vigilância em Saúde Ambiental da SMS, Luiz Elias. Ele explica que, caso sejam encontrados focos do mosquito nos locais, será feita uma reunião com representantes da Associação dos Feirantes para definir a forma de evitar a proliferação do mosquito.
Sobre o lixo que se acumula na praça após o término da feira, Luiz Elias afirma que boa parte do material é recolhido pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). "Mesmo assim, sempre ficam copos e outros recipientes que podem acumular água", afirma. Para resolver esse problema, o diretor de Vigilância Ambiental afirma que irá propor aos feirantes a instalação de lixeiras em cada banca para facilitar o recolhimento. A Feira Hippie conta com 9 mil bancas e cerca de 35 mil pessoas trabalham diretamente no local.
De acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, que computa os casos da doença do início do ano ao dia 24 de março, Goiânia é a cidade com maior número de pessoas infectadas pelo mosquito. Foram 4115 casos registrados no período, que colocam a Capital como uma das nove cidades goianas com alto risco de epidemia da doença.