A Redação
Goiânia – A Cia de Teatro Sala 3 retorna aos palcos com o espetáculo “R&J – Sonhos Roubados”, dirigido por Altair de Sousa. As apresentações, desta vez, acontecem no Teatro do IFG Campus Goiânia no dia 20 de março, às 20h.
A apresentação conta com interpretação em libras e a entrada é gratuita. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma online Sympla. O projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, operacionalizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura.
A dramaturgia do espetáculo é assinada por Rafael Freitas e a encenação, iluminação e colaboração dramatúrgica são de Altair de Sousa. Em palco estarão André Nunez, Cadu Freitas, Eduardo Babugem e Francis Silva. Amanda Constantino quem está na produção, Gardênia Matos na assistência, e, Marcos Santos, na direção e preparação musical. Rodrigo Cunha é o preparador cênico e, Hilton Junior, o corporal. A cenografia é de Daniel Herrero e a trilha sonora original de Danilo Duarte. Giulia Melo quem assina a maquiagem e, Evandro Selva, o figurino. Marcos Santos, Leticia Romano e Nicolas Deretii são os instrumentistas. A sonorização é de Gabriela Charleau e a programação visual e social media de Original Sofre.
Sobre o espetáculo
A peça é inspirada no texto clássico de William Shakespeare, “Romeu e Julieta”, e na obra do dramaturgo estadunidense Joe Calarco, “Shakespeare – R&J”. Nesta versão de Romeu e Julieta, a Cia Sala 3 reflete sobre dilemas da atualidade, abordando temas como sexualidade e liberdade de expressão artística em um contexto de crescente militarização das escolas brasileiras.
A obra direcionada ao público juvenil busca dialogar com as necessidades e inquietações desse público através de um teatro que é ao mesmo tempo um instrumento de denúncia e “celebração da força interior diante das incertezas”, segundo Altair de Sousa. Para o diretor, “o resultado é, ao mesmo tempo, um ensaio sobre juventude e repressão e uma convocação poética contra os muros da intolerância”.
Sinopse
Entre os muros de uma escola militar católica, onde a disciplina rígida e o silêncio imposto moldam corpos e pensamentos, quatro jovens descobrem, às escondidas, um exemplar de Romeu e Julieta. A leitura proibida rasga brechas no sufocante ambiente de obediência e vigilância, revelando um espaço secreto de liberdade e resistência. Nesse campo de tensões, a literatura atravessa a realidade, e o amor silenciado ousa enfrentar a repressão. No palco, entre música, poesia e metateatro, emerge o retrato de uma juventude que reivindica seus sonhos roubados, mesmo cerceada pelas grades da intolerância.
