A Redação
Goiânia – A Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia em Goiás (Asbai-GO) faz um alerta para os cuidados com as doenças alérgicas entre os dias 8 e 14 de abril, quando se comemora a Semana Mundial da Alergia. Este ano a campanha tem como tema “Alergia alimentar – um problema de saúde global crescente”.
A Asbai alerta sobre o principal vilão da alergia alimentar no Brasil: o leite de vaca e seus derivados, além de destacar as alergias provindas da clara de ovo, dos frutos do mar e das sementes.
Diagnóstico
Este ano, a Asbai destaca as novidades sobre o diagnóstico de alergia em sua avaliação molecular. Ainda em fase experimental, alguns laboratórios já realizam testes com componentes de proteínas alergênicas para identificar se uma pessoa tem alergia ou intolerância, se é altamente alérgico ou não apresenta indícios de sensibilização.
Tratamentos
Duas inovações para tratar a doença estão em discussão: os autoinjetores de adrenalina (remédio importado muito utilizado na Europa e Estados Unidos, mas ainda não liberado pela Anvisa no Brasil) e a imunoterapia oral, nova técnica alternativa de tratamento, que utiliza pequenas doses do alimento para o paciente, com aumento gradativo até que se torne tolerante.
Índices alérgicos
Dados da Asbai apontam que cerca de 30% da população, em geral, sofrem algum tipo de alergia, sendo que 20% são crianças.
As crianças são, em geral, as mais afetadas pelas alergias alimentares, a exemplo de alergias ao glúten, à lactose e a alimentos (especialmente frutos do mar, como camarão e lagosta).
Alergia respiratória
A Asbai também alerta para os cuidados com as alergias respiratórias, entre as quais estão a asma (que atinge 10% da população e causa falta de ar, chiado e tosse, pois afeta o pulmão) e a rinite alérgica (que acomete 30% da população e afeta o nariz causando incômodos ao paciente e dificuldade respiratória).
Presidente da Asbai em Goiás e médico alergista, Glauco Baiocchi alerta para os cuidados domésticos que podem prevenir crises alérgicas mais graves, como evitar levantar pó ao limpar a casa, combater os mofos (que geralmente aparecem nos armários e guarda-roupas) e os ácaros (que se instalam no travesseiro e no colchão). Vale ressaltar que a poluição atmosférica também contribui para a piora no quadro alérgico do paciente.