A Redação
Goiânia – Foi realizada, na manhã desta terça-feira (11/6), a primeira captação de córneas no Hospital Alberto Rassi, o HGG, em paciente que morreu após sofrer uma parada cardíaca. A captação foi feita pela Central de Notificação, Distribuição e Captação de Órgãos do Estado de Goiás – Central de Transplantes, logo no início da manhã.
Luciano Leão, gerente da central, explica que a novidade é o fato do procedimento ter sido feito na própria unidade de saúde, tirando a exclusividade da retirada no Serviço de Verificação de Óbitos (mortes naturais) e Instituto Médico Legal (mortes violentas).
De acordo com o médico, os tecidos, diferentemente dos órgãos, podem ser retirados até seis horas após o coração ter parado de funcionar. Se o corpo for mantido em geladeira, este período pode ser ainda maior. A captação desta segunda-feira foi possível após a Central de Transplantes ter capacitado uma equipe para abordagem dos familiares das vítimas nos hospitais, após a notificação pela unidade.
“Com esta nova estratégia de trabalho poderemos agilizar a captação e assim aumentarmos o número de doações de córneas, pois a fila de pessoas à espera por um transplante do tecido em Goiás é muito grande”, disse Luciano Leão.
O Centro de Referência em Oftalmologia (Cerof) foi o responsável pela captação do tecido da paciente – uma mulher, de 35 anos. As córneas estão sendo avaliadas pelo Cerof e o transplante pode ser feito até treze dias após a doação – outro diferencial dos tecidos em relação aos órgãos, de acordo com o gerente da Central.
Transplantes de córneas
De janeiro a maio de 2013, foram realizados 349 transplantes de córneas em Goiás. O número de pacientes aguardando por um transplante do tecido chega a 611. Atualmente, existem 17 hospitais cadastrados para a realização de transplantes de córneas no Estado, localizados em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis. A expectativa, conforme adianta o médico Luciano Leão, é expandir esta rede credenciando mais unidades em municípios do interior.