A Redação
Goiânia – Deixar o carregador do celular na tomada ou manter eletrodomésticos conectados mesmo fora de uso é um hábito comum na rotina de muita gente. Apesar de parecer inofensivo, esse comportamento pode gerar consumo extra de energia ao longo do tempo e aumentar os riscos à segurança elétrica dentro das residências.
A executiva de Segurança do Trabalho da Equatorial Goiás, Suzane Caires, explica que muitos equipamentos continuam consumindo energia mesmo quando não estão sendo utilizados ativamente. “Carregadores, televisores, micro-ondas, cafeteiras e outros aparelhos em modo de espera seguem conectados à rede elétrica. Esse consumo residual, conhecido como consumo em standby, pode impactar a conta de luz quando somado ao longo do mês”, alerta a executiva.
Além do impacto financeiro, o esquecimento de equipamentos na tomada também exige atenção do ponto de vista da segurança. Há risco de incêndio. “Manter vários aparelhos ligados simultaneamente, especialmente em extensões ou adaptadores, pode provocar aquecimento excessivo, sobrecarga da rede interna e até risco de curto-circuito”, destaca Suzane.
Segundo a executiva, o problema se intensifica quando os equipamentos apresentam cabos danificados, plugs mal encaixados ou são utilizados em instalações elétricas antigas. “Carregadores de baixa qualidade ou fora das normas técnicas aumentam ainda mais o risco, principalmente quando permanecem conectados por longos períodos”, reforça.
Pequenos hábitos que fazem diferença
A orientação da concessionária é adotar medidas simples no dia a dia para evitar desperdícios e tornar o ambiente mais seguro, como:
- Retirar carregadores da tomada após o uso;
- Evitar deixar eletrodomésticos em standby por longos períodos;
- Não utilizar benjamins ou extensões para ligar vários aparelhos ao mesmo tempo;
- Verificar regularmente o estado de cabos, tomadas e conectores;
- Priorizar produtos certificados e em bom estado de conservação.
“Desligar os aparelhos da tomada quando não estão em uso é uma atitude simples, mas que gera economia, reduz riscos e contribui para o uso mais consciente da energia”, orienta Suzane Caires.
