A Redação
Goiânia – O Janeiro Roxo é uma campanha nacional dedicada à conscientização sobre a hanseníase, doença infecciosa crônica que ainda representa um importante desafio para a saúde pública no Brasil. O país é o segundo mais afetado no mundo – atrás apenas da Índia – e concentra mais de 90% dos novos casos diagnosticados nas Américas, segundo o Ministério da Saúde.
Nesse contexto, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), reforça a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do enfrentamento ao estigma associado à doença.
Tratamento pelo SUS
O HC-UFG é referência no Estado de Goiás para o acompanhamento de pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado da doença, bem como para o tratamento de suas complicações. O tratamento da hanseníase é padronizado mundialmente, financiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando iniciado corretamente, é altamente eficaz e impede rapidamente a transmissão da doença.
Fatores de risco e determinantes sociais
As informações mais recentes indicam que o levado número de casos de hanseníase no país está associado à combinação entre fatores genéticos e determinantes sociais. Condições como moradias precárias, ambientes pouco ventilados e grande número de pessoas no mesmo espaço contribuem para aumentar o risco de adoecimento, reforçando a importância das políticas públicas e da atenção primária em saúde.
Sinais de alerta e diagnóstico precoce
O diagnóstico precoce é fundamental para interromper a transmissão da hanseníase e evitar incapacidades físicas. Entre os principais sinais de alerta estão manchas claras ou avermelhadas na pele com alteração ou perda de sensibilidade, dormência em mãos e pés, queda de pelos e surgimento de caroços pelo corpo.
Em fases mais avançadas da doença, podem ocorrer comprometimento dos nervos periféricos, perda de força muscular e deformidades, o que reforça a importância de procurar atendimento médico diante de qualquer suspeita.
Atuação multiprofissional e reabilitação
O atendimento aos pacientes com hanseníase é realizado de forma multiprofissional, envolvendo áreas. Além do tratamento clínico e medicamentoso, a assistência busca promover reabilitação funcional, prevenção de incapacidades físicas, reinserção social e melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Educação em saúde e combate ao estigma
Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, a hanseníase ainda é cercada por desinformação e preconceito. O medo do diagnóstico e o estigma social continuam sendo barreiras importantes para a busca por atendimento e para a adesão ao tratamento.
Além da campanha Janeiro Roxo, o mês reforça a conscientização sobre a doença com o Dia Mundial contra a Hanseníase, no último domingo de janeiro. No Brasil, a data também marca o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, conforme a Lei nº12.135/2009.
