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Brasileirão Feminino começa com 18 equipes e mudanças no regulamento (foto: reprodução X)
Brasileirão Feminino começa com 18 equipes e mudanças no regulamento (foto: reprodução X)

Brasileirão Feminino começa com 18 equipes e mudanças no regulamento

O novo formato prevê turno único na primeira fase

12.02.2026 - 13:50:09
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São Paulo – O Brasileirão Feminino A1 2026 começa nesta quinta-feira (12/2), com algumas novidades. Pela primeira vez, a elite nacional será disputada por 18 equipes. A ampliação do número de clubes – foram 16 participantes na temporada passada – marca mais um passo no processo de consolidação e crescimento da principal competição do futebol feminino no País.

A temporada de 2026 reúne algumas das camisas mais tradicionais da modalidade, como Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Internacional, Grêmio, Santos, São Paulo e Ferroviária, além de equipes que vêm se estruturando e ampliando investimento nos últimos anos, como Cruzeiro, Bahia, Atlético-MG, Red Bull Bragantino, Fluminense, Botafogo, América-MG, Juventude, Vitória e Mixto-MT.

“O Brasileiro Feminino com 18 equipes é um marco positivo porque reflete o crescimento e o comprometimento com a categoria no Brasil. O retorno de jogadoras renomadas, como Bia Zaneratto ao Palmeiras, demonstram a determinação dos clubes em se fortalecer. Além disso, a Ferroviária está construindo o primeiro centro de treinamento exclusivo para o feminino na América Latina, e o Cruzeiro tem atraído grandes públicos em suas finais”, comenta Camila Stefano, gerente geral do projeto social Estrelas, que é focado na formação de base, desenvolvimento integral e oportunidades para meninas no futebol.

“No entanto, ainda enfrentamos desafios, como as dificuldades financeiras que afetam algumas equipes e federações, o que nos lembra que a jornada para garantir um espaço sólido e sustentável para o futebol feminino ainda está em andamento”, completa.

Dentro de campo, o Corinthians, maior campeão do Brasileirão Feminino, inicia mais uma temporada como uma das principais forças da competição. O Palmeiras, atual campeão da Supercopa Feminina e que recentemente anunciou investimento de R$ 23 milhões para 2026 na modalidade, também desponta entre os favoritos. Ainda assim, o cenário é de competitividade: Inter, São Paulo e Ferroviária surgem como candidatos naturais ao protagonismo e reforçam a tendência de uma disputa cada vez mais competitiva na elite do futebol feminino nacional.

Historicamente reconhecido pela formação de atletas, o Inter se mantém como uma das referências do futebol feminino no país. Três das cinco maiores transferências da história da modalidade no Brasil envolveram jogadoras que passaram pelas categorias de base do clube, reforçando sua tradição em revelar talentos. Além disso, o time segue presente na elite, consolidando-se como um polo de desenvolvimento técnico e competitivo.

“O futebol feminino do Internacional ganhou uma força significativa ao longo dos anos, e nossa expectativa para esta temporada é seguir fortalecendo esse crescimento, seguir desenvolvendo atletas, consolidar processos e manter a equipe competitiva. Vamos brigar por resultados positivos e pela evolução constante ao longo do ano”, comenta Alessandra Huff, Coordenadora Técnica de Futebol Feminino no Inter.

A edição de 2026 também será observada sob a ótica do calendário mundial. Em ano estratégico para o ciclo olímpico e para a preparação da seleção brasileira, o Brasileirão tende a ganhar ainda mais relevância como laboratório técnico e vitrine competitiva.

“Para nós, é motivo de muito orgulho disputar mais um ano a primeira divisão do futebol feminino no Brasil. Estar entre as principais equipes do país reforça que estamos no caminho certo, com um trabalho sério, estruturado e comprometido com o desenvolvimento das atletas. Seguimos focadas em evoluir a cada temporada, representar bem o clube e fortalecer ainda mais o futebol feminino dentro e fora de campo” avalia Renata Armiliato, coordenadora do departamento feminino do Juventude.

No Santos, clube historicamente ligado ao desenvolvimento da categoria no País, a temporada é vista como uma oportunidade de consolidar o trabalho de reestruturação interna. Com foco em planejamento esportivo, fortalecimento da base e integração com a filosofia do clube, a equipe está de volta à primeira divisão e projeta uma campanha competitiva em um campeonato cada vez mais equilibrado.

“O Santos tem uma história muito forte no futebol feminino e sabemos da responsabilidade que isso representa. Para essa temporada, nosso foco está em consolidar o trabalho. Fizemos uma boa pré-temporada, tivemos um investimento em ferramentas de análise e fisiologia e estamos trabalhando para ampliar e capacitar cada vez mais o departamento. Montamos um elenco competitivo e contamos com talentos importantes subindo da categoria de base para voltarmos a disputar títulos. Tudo isso valoriza nossas atletas e reforça o DNA vencedor do clube”, afirma Thais Picarte, coordenadora do departamento de futebol feminino do Santos.

MODELO DE DISPUTA INÉDITO

O novo formato prevê turno único na primeira fase, com 17 rodadas. As oito melhores campanhas avançam às quartas de final, enquanto as duas últimas colocadas serão rebaixadas para a Série A2 de 2027. A fase eliminatória afunila a disputa até a decisão, prevista para o segundo semestre.

A ampliação do número de participantes pela CBF tem como objetivo a expansão estrutural da modalidade no Brasil, impulsionada por maior visibilidade, crescimento de audiência e investimentos mais robustos dos clubes. Alguns já integram a categoria de forma definitiva às suas estratégias esportivas e de marca, atraindo patrocinadores e ativações crescentes.

Nos últimos anos, o Brasileirão Feminino também se consolidou como vitrine técnica e como plataforma de formação e projeção de atletas. A competição reúne jogadoras convocadas regularmente para a seleção brasileira e jovens talentos que alimentam as categorias de base e o mercado internacional. O nível técnico mais equilibrado também tem sido apontado por treinadores e dirigentes como um dos fatores para a evolução do campeonato.

“A modalidade está sendo vista com bons olhos por todo ecossistema, seja ele de marcas, imprensa ou patrocinadores. A tendência é crescer muito mais nos próximos anos, não penas pelo fator Copa do Mundo no Brasil, mas pelo crescimento que a própria modalidade já demostra nos últimos anos”, analisa Rene Salviano, CEO da Heatmap, agência responsável pela intermediação com a CBF pelo patrocínio de quatro novas marcas para a Supercopa e o Brasileirão Femininos de 2026 (Uber, Hyundai, Amazon e Itambé).

Outro indicativo da maturidade do torneio está na distribuição das transmissões. A competição contará novamente com cobertura e transmissões ao vivo na TV Globo, Sportv, TV Brasil, N Sports e GE TV, ampliando o alcance junto ao público e reforçando a presença do futebol feminino na grade esportiva nacional.

A bola começa a rolar nesta quinta-feira, 12, com a partida entre Mixto-MT e Flamengo, às 21h.

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por Agência Estado

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