O número de mortos na violência em Kano, na Nigéria, subiu ontem para 143. Na sexta-feira (20/1), ataques coordenados com bombas contra as forças de segurança e tiroteios provocaram o caos na região. Ontem, as ruas da segunda maior cidade nigeriana amanheceram cheias de cadáveres.
As primeiras informações, na sexta-feira, falavam em 28 mortos, mas sábado (21/1), no necrotério de Kano, já haviam chegado cerca de 143 corpos, em sua maioria com marcas de tiros. Do lado de fora, centenas de pessoas aguardava para recolher os parentes.
O governo impôs um toque de recolher de 24 horas em Kano, localizada no norte do país, de maioria muçulmana. Segundo autoridades locais, pelo menos delegacias de polícia, escritórios de imigração e edifícios do governo, um prédio do serviço secreto, foram os principais alvos da ação, atribuída ao grupo terrorista islâmico Boko Haram.
No ano passado, o grupo realizou três atentados de grande porte. Durante as eleições presidenciais de abril, 16 pessoas morreram em um ataque a um centro de votação. Em agosto, o grupo atacou um escritório da ONU em um prédio de cinco andares na capital, Abuja. A ofensiva deixou 24 mortos.
Em novembro, na ação mais violenta do ano, militantes armados abriram fogo em Damaturu, matando mais de cem pessoas. Ao todo, em 2011, o Boko Haram, que no idioma hausa, falado no norte nigeriano, significa "A educação Ocidental é pecado", matou mais de 500 pessoas na Nigéria. Na última década, estima-se que os conflitos tenham deixado 12 mil vítimas. (Agência Estado)