Adriana Marinelli
Goiânia – Prevista para ser realizado inicialmente na quinta-feira (10/7), o julgamento do delegado Manoel Borges de Oliveira, acusado de matar a tiros o empresário Marco Antônio Lélis em 1998, foi remarcado a pedido dos advogados Valério Luiz de Oliveira Filho e Jales Naves Júnior, responsáveis pela acusação. No mesmo local, no fórum de Bela Vista de Goiás, a sessão do júri ficou para o dia 26 de novembro.
Marco Lélis e Manoel Borges (Fotos: A Redação)
De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), todos os jurados e testemunhas que compareceram para a sessão de quinta-feira (10/7) foram intimados pelo juiz Paulo Afonso de Amorim Filho para comparecem na nova data.
Segundo a acusação, a defesa de Manoel Borges teria anexado ao processo um grande número de documentos três dias antes do Júri. "Foram aproximadamente 700 páginas e os três dias não foram suficientes para analisar as informações", afirma o advogado Jales.
“Vejo que não foi dada ciência destes documentos ao assistente de acusação, o que viola o contraditório. Desse modo, não resta outra alternativa senão o adiamento do presente julgamento, sob pena de nulidade", frisou o juiz Paulo Filho.
O crime
De acordo com denúncia do Ministério Público (MP), Manoel e Marco Antônio eram donos de propriedades vizinhas na cidade de Bela Vista de Goiás. Havia um rego d'água que nascia dentro das terras da vítima e passava na propriedade do acusado. No entanto, Manoel teria desviado o curso do rego d'água, o que não teria agradado Marco Lélis.
Depois de meses de desentendimento, Marco foi até a sede da propriedade do delegado Manoel, em outubro de 1998. Os dois teriam voltado a brigar e a vítima foi morta a tiros. A defesa de Manoel afirma que Marco também estaria armado e alega legítima defesa.
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