José Cácio Júnior
Como praxe em toda votação de projeto impactante na Assembleia Legislativa, a oposição contesta as mudanças aprovadas no Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) nesta terça-feira (25/10) em segunda votação, por 27 votos a 8. A reclamação é a mesma de outras ocasiões: não havia parlamentares suficientes em plenário para aprovar a matéria.
De acordo com o deputado estadual Mauro Rubem (PT) ao menos seis parlamentares, mesmo constando presença no painel eletrônico, não estavam em plenário no momento da votação e mesmo assim tiveram o voto computado favorável ao projeto.
Oito deputados votaram contra a aprovação das mudanças no Instituto. “O presidente da sessão considerou quem não se manifestou como se fossem favoráveis aos projeto”, afirma Mauro Rubem. A oposição entrará com uma ação judicial por considerar a votação “prejudicial e tendenciosa”.
Fábio Sousa minimiza as acusações da oposição e diz que o grupo está fazendo papel de “proselitismo político”. “Isso faz parte do Legislativo. A votação aconteceu no seu trâmite legal. Mas só questionaram quando a matéria foi declarada vencida (votada e aprovada).”
Mudanças aprovadas
A restrição à quantidade de agregados que podem ser incluídos como dependentes do Ipasgo é uma das principais alterações do projeto. A partir de agora, somente filhos e netos de titulares que tenham sido dependentes do plano quando eram menores de idade podem ser incluídos como agregados. A medida tenta diminuir o déficit de R$ 12 milhões mensais, atribuído ao grupo de 350 mil agregados.
Com alçada do conselho diretor do Ipasgo, a mensalidade do plano recebeu no último mês aumento médio de 61%. Associados com mais de 60 anos pagariam reajuste de 140%. Depois de muita reclamação e ameaça de saída em debandada dos usuários por conta do valor, o instituto recuou e diminuiu pela metade o índice praticado aos idosos, para 70% de aumento.