Mônica Parreira
Goiânia – Ficou pesada para Luis Suárez a punição que recebeu da Fifa por morder o zagueiro italiano Chiellini, durante a vitória por 1 a 0 que classificou o Uruguai para as oitavas de final da Copa do Mundo. A entidade anunciou, nesta quinta-feira (26/6), que o atacante ficará nove jogos suspenso, além de estar proibido de participar de qualquer atividade relacionada ao futebol durante quatro meses.
A decisão terá efeito imediato. O atacante já não vai a campo neste sábado (28/6), quando o Uruguai enfrenta a Colômbia na disputa por vaga nas quartas de final. O comitê, que tinha 19 integrantes, entendeu que o atleta infringiu os artigos 48 e 57 do Código Disciplinar, que falam sobre má conduta e atitude antidesportiva.
Os uruguaios chegaram a defender o atleta, dizendo que não houve mordida, e sim um choque casual durante a partida. Segundo o "El Observador", a carta de defesa apresentada ao tribunal tinha 17 páginas.
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Reincidência
Esta não foi a primeira vez que o atacante do Uruguai se envolveu em polêmicas por morder um jogador adversário. Suárez tem um histórico de lances que fazem jus ao apelido que recebeu: "vampiro uruguaio".
Em 2010, o atacante defendia o Ajax no Campeonato Holandês e mordeu o volante Otman Bakkal, do PSV, recebendo o apelido de "Canibal". O próprio Ajax suspendeu o atleta por duas partidas, além de multá-lo.
Três anos mais tarde, no Liverpool, o uruguaio foi desarmado pelo zagueiro Branislav Ivanovic, do Chelsea, que recebeu uma mordida no braço. Suárez foi multado pelo clube e a Federação Inglesa de Futebol (FIA) o suspendeu por dez jogos.