Brasília – O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira (7) marcando a segunda baixa consecutiva. Um alívio com as tensões na Ucrânia ajudou o sentimento em relação aos ativos emergentes de um modo geral, enquanto um discurso "dovish" da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, pressionou a divisa norte-americana.
Dados do fluxo cambial semanal, que mostraram forte entrada de recursos no País na semana passada, ajudaram na fraqueza do dólar. O dólar à vista no balcão terminou a sessão cotado a R$ 2,2200, uma queda de 0,27%. Por volta das 16h30 o giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa era de US$ 1,44 bilhão.
No mercado futuro, o dólar para junho recuava 0,56%, a R$ 2,2350. O volume de negociação era de quase US$ 12,44 bilhões. O dólar também perdia terreno ante outras moedas emergentes e de países ligados a commodities, como a lira turca (-0,36%) e o rand sul-africano (-0,38%).
Hoje, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, informou que retirou suas tropas da fronteira com a Ucrânia e pediu que rebeldes do leste do país adiem um referendo sobre independência planejado para este fim de semana, colaborando para aliviar as tensões e aumentar o apetite dos investidores globais por risco. Além disso, a presidente do Fed adotou um tom "dovish" em um depoimento hoje no Congresso dos EUA.
Yellen disse que a situação do mercado de trabalho está longe de ser a ideal e que a política acomodatícia será justificável por um período considerável de tempo. Segundo ela, as compras mensais de bônus devem ser encerradas no outono (no Hemisfério Norte), ou seja, entre o fim de setembro e o fim de dezembro – isso se a economia continuar melhorando. Mesmo assim, ela expressou preocupação com a desaceleração do mercado imobiliário.
No noticiário nacional, o Banco Central informou que na semana entre 28 de abril e 2 de maio houve entrada de US$ 2,239 bilhões no País, o que colaborou para que o saldo no mês passado ficasse positivo em US$ 2,783 bilhões. No ano, a entrada é de US$ 5,614 bilhões. (Agência Estado)