Michelle Rabelo
Acusado de assassinato e estupro em março deste ano, Eduardo Cortês dos Santos, foi condenado a 21 anos de prisão, 14 pelo crime de homicídio duplamente qualificado, contra a própria mulher, e 7 pelo de estupro contra a cunhada. O Tribunal do Júri de Hidrolândia decidiu pelo cumprimento da pena em regime fechado, em sessão que durou cerca de 10 horas.
Conforme acusação do Ministério Público, Eduardo matou a mulher Tatiana Fernandes, 29 anos, asfixiada para que pudesse manter uma relação amorosa com a cunhada, de 27 anos, por quem era apaixonado. Ele teria se declarado para a cunhada e, percebendo sua resistência, a agrediu com tapas e murros na cabeça.
Em seguida, retirou uma faca da cintura e revelou que havia planejado toda a ação, matando a companheira e deixado o corpo embrulhado em um cobertor. Eduardo forçou a cunhada a manter relações sexuais com ele. A vítima contou o ocorrido ao marido e a polícia foi acionada. Ele conseguiu fugir e foi preso em Santo Antônio do Descoberto, 11 dias após os crimes.
A defesa vai recorrer e o acusado aguarda na Casa de Prisão Provisória (CPP). Todo o processo de julgamento durou 6 meses, o que para o Ministério Público é um tempo relativamente pequenos, se comparado com julgamentos deste tipo que duram até 2 anos.
A promotoria dispensou as testemunhas e ouviu apenas Renata, alegando que faria uso somente da versão da vítima e dos fatos que seria contatos ao longo do julgamento.
“Foi uma sessão marcante para a comunidade do interior. Uma chance para que a os jurados se expressassem e mostrassem que a sociedade reprova esse tipo de atitude. Pedi a eles que libertassem a alma o réu, e a única maneira era prender o corpo imundo. A alma carente pedia para pagar o que tinha feito para a sociedade e para aquela família. A comoção foi geral.” declarou o promotor Dani Salles.