Larissa Lessa
Com a possibilidade de chegada da Dengue Tipo 4 ao Estado de Goiás, os órgãos de saúde se movimentam para combater os focos do mosquito. Em Goiânia, a Secretaria Municipal de Saúde realiza até quinta-feira (20/10) visita a cerca de 700 locais na cidade. Dessa vez, o objetivo é notificar os proprietários dos imóveis para se readequarem às medidas de eliminação dos focos do mosquito. Em cinco dias os fiscais devem voltar aos mesmos locais e, se necessário, vão multar os proprietários que não eliminaram o foco.
De acordo com o diretor de Vigilância Ambiental da SMS, Luiz Elias, ainda não há registro da doença na capital, “mas que ela vai chegar já temos certeza”, afirmou. Em todo o Estado, também não há casos notificados de Dengue Tipo 4. Segundo a gerente de vigilância epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde, Magna Maria de Carvalho, o tipo 1 ainda é predominante no Estado, mas a incidência do tipo 4 em Minas Gerais preocupa os agentes de saúde. “Quando o novo vírus começar a circular em Goiás, a preocupação é que não há pessoa imune. Portanto, mesmo quem já teve dengue pode pegar a doença de novo, e é essa repetição que pode deixar a doença mais grave”, afirmou.
De acordo com Luiz Elias, a única forma de prevenção é eliminar os focos do mosquito transmissor. Por isso, 130 fiscais das Vigilâncias Sanitária e Ambiental, além de 300 agentes de endemias, vistoriam locais como borracharias, ferros velhos, depósitos de veículos e áreas que podem apresentar uma maior incidência de proliferação. Os proprietários que não extinguirem os focos de dengue após notificação da SMS podem ser multados entre R$ 517 e mil reais.
A ação em residências também continua. Em setembro e no início de outubro, agentes eliminaram criadouros do mosquito em casas abandonadas. Os órgão de saúde identificam como período mais crítico da dengue os meses de fevereiro e março. De acordo com o último boletim da dengue, referente à semana 38 (até o dia 24 de setembro), foram notificados 33.859 casos em Goiás, uma redução de 67,30% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 103.528 casos. Este ano foram confirmadas 16 mortes e no ano passado, neste mesmo período, 82. A redução é de mais de 80%.
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