João Gabriel de Freitas
As crianças Geane e Geovani, a primeira de 2 anos e a outra 8 meses, filhas de Jaqueline Morais da Cruz, de 18 anos, morta dentro de um carro na noite de terça-feira em Goianira, já têm um destino certo. Decisão judicial na tarde desta quinta-feira concederam a guarda das crianças para o pai de Jaqueline, Augusto Neto da Cruz, morador de Goiânia. Desde que foram resgatadas de dentro do Escort, onde também encontrava-se prostrado o corpo da mãe, as meninas recebiam atendimento psicológico no Conselho Tutelar de Goianira. Também nesta quinta-feira o corpo de Jaqueline foi enterrado no cemitério municipal da cidade.
Até então, as investigações não souberam informar sobre o paradeiro de Jean Carlos, marido de Jaqueline e desaparecido desde terça-feira. A suspeita inicial é de que ele também possa ter sido morto. Familiares de Jaqueline sustentam que o pedreiro, de 34 anos, tinha envolvimento com drogas e este poderia ser o motivo do crime. Jaqueline foi morta com três tiros, dentro do veículo abandonado na GO-070, em Goianira. As crianças, que presenciaram o crime, não sofreram ferimentos. Cogita-se que o casal tenha sido vítima de um acerto de contas com traficantes. A tese foi reforçada com o depoimento da filha mais velha. “Bateram na mamãe e levaram o papai”, disse a criança a uma psicóloga.
Na tarde desta quinta-feira, o delegado titular de Goianira, Ralph Gonzaga, ainda buscava pistas sobre a autoria do crime. Chegou a ouvir parentes de Jaqueline e vizinhos do casal. Para ele, a tese de acerto de contas por dívidas com drogas, como motivador do crime, se fortalece, mas ainda é cedo para chegar a qualquer conclusão.
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