São Paulo – O dólar terminou a sessão desta quinta-feira, 13, em baixa, refletindo declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que sinalizaram que a autoridade monetária está comprometida em conter a inflação. O dólar caiu 0,70% no mercado à vista de balcão, cotado a R$ 2,4060.
No mercado futuro, o dólar recuava 0,92%, a R$ 2,4150. O volume de negociação estava próximo de US$ 15 bilhões. O dólar foi pressionado pela afirmação de Tombini de que as reservas cambiais do País poderão ser usadas para amenizar o impacto da desvalorização do real na economia.
De acordo com um profissional da área de câmbio, as declarações os comentários podem indicar que o BC impedirá que o dólar atinja um nível maior. Além disso, um dólar mais fraco também ajuda no controle da inflação, o que não deixa de ser um instrumento para amenizar o avanço dos preços.
Tombini afirmou também que o BC ajustará seus instrumentos para trazer a inflação para baixo. A afirmação foi vista como um sinal de que o fim do ciclo de aperto monetário pode não estar tão perto quanto se esperava. A queda do dólar ante algumas divisas emergentes no exterior, devido à divulgação de dados fracos da economia americana, também favoreceu o declínio da moeda dos EUA no mercado de câmbio doméstico.
As vendas no varejo dos EUA recuaram 0,4% em janeiro, ante expectativa de queda de 0,1%. As vendas de novembro e dezembro foram revisadas para baixo, levando economistas a cortaram suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano neste primeiro trimestre e também no último trimestre do ano passado.
Além disso, os pedidos de auxílio-desemprego subiram para 339 mil na semana encerrada em 8 de outubro, contra previsão que ficassem em 330 mil. (Agência Estado)