São Paulo – A Bovespa terminou em baixa nesta quarta-feira, 12, à medida que as dificuldades enfrentadas pelo setor energético devido à estiagem intensificaram os temores com a situação da economia brasileira. O vencimento de opções sobre índice e de contrato de índice futuro no fim da tarde e a falta de fôlego das bolsas de Nova York também contribuíram para o declínio do mercado acionário brasileiro.
O Ibovespa fechou em queda de 0,51%, aos 48.216,89 pontos. Na máxima do dia, o índice atingiu 48.669 pontos (+0,43%) e na mínima, somou 48.044 pontos (-0,86%). O volume de negócios totalizou R$ 8,890 bilhões. No mês a bolsa acumula alta de 1,22% e no ano, queda de 6,39%.
Segundo analistas, o relatório do Federal Reserve (Fed) citando o Brasil como o segundo país emergente mais vulnerável, na frente apenas da Turquia, pesou sobre a negociação. Além disso, as preocupações com as vulnerabilidades domésticas, entre elas uma eventual crise energética no País, reduziram o apetite por risco na Bolsa.
Segundo um analista do mercado, que prefere não ser identificado, o cenário externo vem melhorando aos poucos e a Bovespa não tem seguido o movimento em razão dos problemas internos do País. "Isso faz que o investidor estrangeiro não tenha interesse em comprar ativos do Brasil", destacou.
Ele disse ainda que os problemas enfrentados pelo setor energético não são nenhuma surpresa. "O consumo vem batendo recorde atrás de recorde. A gente sabia que em alguma momento isso iria acontecer", afirmou.
As ações de BM&F Bovespa, Ambev e BB Seguridade estavam entre as maiores baixas da sessão, com quedas de 3,50%, 2,71% e 2,45%, respectivamente. Os papeis da Blue Chips Vale e Petrobras terminaram em direções divergentes. Petrobras PN (estável), Petrobras ON (-0,21%). Vale PNA (+0,06%) e Vale ON (-0,09%). (Agência Estado)