São Paulo – O dólar terminou a sessão desta terça-feira, 27, em alta ante o real, apesar das tensões nos países emergentes terem diminuído após o Banco Central da Índia surpreender os mercados ao elevar a taxa de juros do país. A moeda brasileira foi pressionada pelas incertezas em relação à política fiscal, após comentários do ministro da Fazenda, Guido Mantega, além das expectativas com a decisão do Federal Reserve na quarta-feira.
O dólar à vista no balcão subiu 0,21%, a R$ 2,4270. No mercado futuro, o dólar para fevereiro avançava 0,14%, a R$ 2,4305. Na primeira parte da sessão, o dólar recuou ante o real, seguindo de perto o avanço de outras moedas de países emergentes, diante do alívio dos investidores após o BC da Índia elevar inesperadamente a taxa de juros em 0,25 ponto porcentual, para 8% ao ano.
A decisão surge antes da reunião extraordinária do Banco Central da Turquia, prevista para às 20 horas desta terça. O presidente da autoridade monetária turca, Erdem Basçi, deu uma forte indicação de que a instituição fará um aperto significativo em sua política monetária, numa tentativa de conter a onda de desvalorização da lira turca ante o dólar.
Na quarta-feira a África do Sul anunciará sua decisão de política monetária. No Brasil, o dólar conseguiu reverter a queda no início da tarde, ajudado pelas incertezas em torno das contas públicas e pela expectativa que antecede a decisão do Federal Reserve. Nesta terça o ministro da Fazenda, Guido Mantega, alimentou as incertezas dos investidores em relação às metas fiscais, ao dizer que o valor do corte no Orçamento não está definido.
Ele ressaltou, porém, que o corte permitirá manter a solidez fiscal e a estabilidade da dívida líquida. Mantega acrescentou que o valor será apresentado no mês que vem, mas não definiu datas. Segundo operadores, passado o impacto dos leilões de swaps cambial do Banco Central, realizados durante a manhã, a moeda americana teve mais liberdade para engatar uma alta na segunda parte da sessão. No entanto, os ganhos registrados pelo dólar foram modestos, com os investidores aguardando a decisão Fed.
(Agência Estado)