Lis Lemos
Steve Jobs era uma celebridade do mundo tecnológico, considerado por muitos um gênio. A sua morte, no entanto, “pouca coisa muda na Apple”. Pelo menos é o que atesta o empresário do ramo da Tecnologia da Informação, sócio da Rede Empresarial, Renato Naves. Para ele, isso pode ser explicado pelo fato de Jobs já estar preparando sua saída desde que começou o tratamento do câncer de pâncreas, contra o qual lutava desde 2003. “O grande desafio da Apple não é o que fazer sem Jobs, mas como se manter no topo com inovação, liderança e admiração”, afirma Naves.
Naves lembra, no entanto, que as ações da Samsung, principal concorrente da empresa, estão em alta de 4%, e as ações da Apple estão em baixa. “Há alguns dias foi lançado o Iphone 4S e o resultado não agradou o mercado, que esperava mais, e as ações da Apple caíram 0,5%”.
Já o empresário Duilio Calaça Junior tem uma visão diferente do futuro da empresa sem Steve Jobs. “A empresa já começa dar sinais de que atingiu um certo limite de inovação. Seus dispositivos já não são novidade e a empresa começa a perder espaço para concorrentes. Penso que, sem Steve Jobs, a Apple perderá muito sua capacidade inovação”, avalia.
Legado
Cético quanto ao futuro da empresa, Calaça é contundente sobre a herança de Jobs para a informática e para os usuários dos produtos da Apple. “Suas criações causaram grandes mudanças de comportamento na sociedade. Steve Jobs definiu uma geração”.
Naves vai mais longe e defende que o empresário do Vale do Silício pode ser comparado a Albert Einstein. “Em um possível paralelo com a física, podemos dizer que Jobs foi para a Tecnologia da Informação o que Einstein foi para a física”.
Um dia antes da morte de Jobs, a Apple foi considerada a 8º empresa mais valiosa do mundo. Pelo mundo, milhões de pessoas renderam suas homenagens ao empresário.
Empresários de TI comentam sobre futuro da Apple
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