José Cácio Júnior
Entre as propostas de reformulação do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo), o reajuste na mensalidade dos agregados, que pode chegar a 145%, é o que mais preocupa a Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Goiás. Representantes da entidade defendem que o aumento da mensalidade seja entre 18% e 20%, o que seria suficiente para cubrir o descompasso financeiro do plano de saúde.
De acordo com a presidente da CUT-GO, Bia de Lima, o aumento, que assustou boa parte dos segurados do plano de saúde, pode fazer com que muita gente decida cancelar o Ipasgo. Pessoas idosas sofreram mais com o aumento das mensalidades. O presidente do Ipasgo, José Taveira, defende que o aumento para os agregados é a forma de acabar com o déficit de R$ 12 milhões causados pelo grupo. "É possível equalizar o déficit sem aumentar a mensalidade desse tanto. O Ipasgo é um plnao de sáude solidário. A área que tem superávit acode onde tem déficit. Da forma como o presidente do Ipasgo coloca, a correção praticamente expulsa uma faixa etária do plano", completa Bia.
A presidente da CUT também criticou a separação da cobertura odontológica do Ipasgo. Segurados que tenham interesse no serviço terão que pagar mensalidade a parte. A entidade reivindicou mudanças administrativas no Ipasgo. A principal delas é a gestão do plano por servidores estaduais. "Os problemas serão equalizados quando o Ipasgo for comandado pelos servidores. O estado, por exemplo, deve R$ 80 milhões ao órgão. Quem vai cobrar isso do governo? Somente os servidores terão condições de cobrar isso", argumenta Bia.
Audiência
Em audiência pública realizada nesta terça-feira (27/9) na Assembleia Legislativa, José Taveira apresentou a situação financeira do Ipasgo. De acordo com o presidente, a diretoria do Ipasgo conseguiu quitar R$ 120 milhões do déficit de R$ 350 milhões assumidos no início do ano.
Taveira defendeu o reajuste definido pelo órgão. Ele voltou a frisar o déficit de R$ 12 milhões por conta do atendimento prestado aos agregados. 350 mil pessoas fazem parte deste grupo. O presidente do Ipasgo admite que a gestão por parte de servidores é legítima. Mas afirmou que esta questão precisa ser definida pelo governador Marconi Perillo (PSDB), já que ele foi indicado para cumprir uma questão técnica no órgão.