José Abrão
Goiânia – O historiador da arte André Malraux argumenta que todos nós trazemos um “museu imaginário” em nossas mentes, formado por referências, imagens e memórias da arte acumuladas durante a vida toda. O artista brasileiro Vik Muniz transforma essas referências em novas e fantásticas obras de arte feitas dos mais diversos materiais.
Está em cartaz na Via Cultural Cora Coralina, no Centro de Goiânia, a exposição “Vik Muniz – REVER: imagem e reflexão”, realizada pelo Sesc Goiás, em correalização com a Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult Goiás). A entrada é gratuita, e a visitação segue até 31 de janeiro de 2027.
A mostra reúne 60 trabalhos produzidos ao longo de três décadas e apresenta diferentes momentos da pesquisa de Vik Muniz sobre imagem, memória e representação. Conhecido por transformar materiais inusitados em imagens, o artista utiliza elementos como chocolate, arame, linhas, pigmentos, sucata, poeira e cinzas para recriar referências da história da arte e da cultura visual.
Dinheiro vivo
Paralelamente, está em cartaz a exposição “Vik Muniz – Dinheiro Vivo”, na Galeria Léo Romano, no Setor Sul. A visitação é gratuita e segue até 31 de janeiro de 2027. Com curadoria de Daniel Rangel, a exposição reúne 13 trabalhos da série iniciada por Vik Muniz em 2022, a partir de folhas de cédulas que apresentavam imperfeições e foram retiradas de circulação pela Casa da Moeda para serem trituradas e recicladas.
“Dinheiro Vivo” é dividida em dois núcleos. No primeiro, Vik Muniz utiliza os próprios animais representados nas cédulas brasileiras como referência para construir as imagens.
