Jales Naves
Especial para A Redação
Goiânia – Guardião da memória goiana, a cada dia ampliando ainda mais seu acervo e realizando eventos culturais de grande repercussão em sua sede, a Casa Rosada de Goiânia, o Instituto Histórico e Geográfico de Goiás completou 94 anos de existência nesta quarta-feira, dia 7, quando lembrou a data e antecipou a comemoração dos 93 anos da capital. Reafirmando a importância de sua presença no cenário cultural goiano, inaugurou a exposição com 21 aquarelas do artista plástico Di Magalhães e lançou a 31ª obra do escritor Geraldo Coelho Vaz, que completa 67 anos como autor.
O IHGG, nesse período, mantém sua dinâmica de realizar importante trabalho de proteção de documentos raros, livros, jornais antigos e registros cartográficos. Ao mesmo tempo, promove colóquios, palestras e edições de revistas acadêmicas que estimulam a pesquisa histórica regional; disponibiliza ferramentas como a Hemeroteca Digital, facilitando o acesso público a periódicos históricos de dezenas de municípios goianos; e sua histórica Casa Rosada funciona como centro de exposições, biblioteca e museu aberto à comunidade.
“Hoje o IHGG completa 94 anos como a Casa da Memória Goiana e como um espaço múltiplo, que contempla a cultura, gastronomia, lazer instrutivo e arte. Por isso, fizemos nesta efeméride um encontro com o lançamento do livro do dr. Geraldo Coelho Vaz, uma exposição do artista Di Magalhães sobre Goiânia e um lauto café da manhã para as mais de 100 pessoas que prestigiaram o evento”, afirmou o presidente do Instituto, Jales Guedes Coelho Mendonça.
Coelho Vaz
Pesquisador em tempo integral, o escritor Geraldo Coelho Vaz informou aos presentes que o desejo de criação do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás vinha antes mesmo de sua criação. Citou que em 1918 o historiador Americano do Brasil, então deputado federal, apresentou projeto de lei para criação de um Instituto Histórico na antiga Vila Boa, para instalação em 1919. Como não foi reeleito, não se sabe o destino de sua iniciativa, e o IHGG só viria a ser fundado em 1932, o que o torna a entidade cultural goiana mais antiga.
Aproveitou a ocasião para três agradecimentos: ao artista plástico Alexandre Liah, pela produção da capa do livro; ao escritor Ubirajara Galli, pelo prefácio; e ao presidente Jales Mendonça por ter indicado o lançamento na data do aniversário do Instituto.
Desenhista
O desenho sempre esteve próximo de Di Magalhães. Em 1968, com 12 anos, fez um curso com os artistas Octo Marques, Goiandira do Couto e Neusa Morais. Em 1979 ingressou no então Instituto de Artes da Universidade Federal de Goiás, formando-se em Artes Visuais, habilitação em Pintura e Gravura. Em 1982 foi admitido como desenhista, para elaborar projetos da Secretaria da Educação do Estado, onde ficou até 1989. Nesse ano foi para Brasília, para ser projetista da Hobjeto, fábrica de móveis de Diadema, SP; e no ano seguinte decidiu se mudar para Curitiba, onde se instalou e permanece até hoje, consolidando a sua trajetória na área.
Reside em Curitiba desde 1990.
Nesses mais de 30 anos nunca deixou de continuar os estudos. No período, fez cursos diversos, como Diagramação em Artes Gráficas; Arte em seus Processos: O papel como suporte; Iniciação Prática a Litografia Artística; Figurino e Cenário, na Fundação de Artes do Rio de Janeiro (Funarj); Possibilidades de Argila, Figurino e Cenário (Teatro Guaíra), Técnico de Criação e Montagem de Figurino para espetáculos (Teatro Guaíra) e “Uma metodologia italiana para restauro e pinturas em murais”, todos em Curitiba; no Museu de Arte de Goiânia, ministrado pelo L’Oficio delle Pietre Dure Florença, Itália; e teve aulas de Pintura no Museu de Artes de Goiânia, no Musiarte, de Brasília, e Centro de Criatividade de Curitiba.
Nessa caminhada fez exposições em Goiânia, Brasília, Lapa e Curitiba. No total, mais de 30 exposições individuais e 60 coletivas realizadas.
Em 2012 pintou 10 painéis na sede do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Goiás, ao lado do Parque Flamboyant, com imagens de Pedro Ludovico Teixeira, das cidades de Goiás e Pirenópolis, Procissão do Fogaréu, Cavalhadas, Engenho de cana, Araguaia, Pedra do Chapéu, Parque Vaca Brava, foto sobre construção e asfaltamento da Praça Cívica, Salto de Itiquira.
Livros lançados: em 2015, “Curitiba em Bico de Pena”; 2016, “Curitiba 323 anos”; “Cidades Históricas de Goiás”; 2019, “Goiânia em Bico de Pena”; 2023, “Villa Boa de Goyaz em bico de pena”; 2024, “Palmeira em bico de pena”; 2025, dois: “Curitiba em bico de pena” e “Paranaguá em bico de pena”. Teve participação em mais três livros de desenhos com artistas curitibanos.
Em 2017 participou de dois volumes da “Coleção de Autores Paranaenses / Cronistas”, do Centro de Letras do Paraná; ilustrações no livro “Curitiba Plural”; nas edições do “Parnaso Poético” (I, II, III, IV e V), e com diversos poetas e escritores paranaenses no livro “Conexão” (I, II e III). Em 2023 participou na Coletânea “O Tempo” e em 2025 de “Vida Curiosa e Divertida”, ambas do Centro de Letras do Paraná.
