Samuel Straioto
Goiânia – Goiânia apresentou, no primeiro turno das eleições gerais, realizado neste domingo (4/10), forte concentração de votos nas principais disputas majoritárias. Flávio Bolsonaro (PL) foi o candidato mais votado para presidente, enquanto Daniel Vilela (MDB) liderou a disputa pelo governo de Goiás. Para o Senado, Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União) foram os mais votados na capital e aparecem como eleitos no resultado estadual.
Na eleição proporcional, alguns nomes com atuação política diretamente ligada a Goiânia também tiveram desempenho expressivo. Na disputa pela Câmara dos Deputados, Fred Rodrigues (PL) e Delegada Adriana Accorsi (PT) ficaram nas duas primeiras posições na capital. Os dois foram adversários na eleição para prefeito de Goiânia em 2024: Fred chegou ao segundo turno, enquanto Adriana terminou a disputa em terceiro lugar.
Disputa presidencial
Na disputa pela Presidência da República, Flávio Bolsonaro recebeu 432.608 votos em Goiânia, o equivalente a 54,68% dos votos válidos.
Lula (PT) ficou em segundo lugar, com 223.219 votos (28,22%), uma diferença de 209.389 votos para o primeiro colocado. Ronaldo Caiado (PSD) apareceu na terceira posição, com 106.965 votos (13,52%).
Os três candidatos concentraram, juntos, 96,42% da votação válida na capital. Renan Santos (Missão) teve 13.738 votos (1,74%), e Augusto Cury (Avante), 12.391 (1,57%). Os demais candidatos não chegaram a mil votos.
| Candidato | Partido | Votos | % dos válidos |
|---|---|---|---|
| Flávio Bolsonaro | PL | 432.608 | 54,68% |
| Lula | PT | 223.219 | 28,22% |
| Ronaldo Caiado | PSD | 106.965 | 13,52% |
| Renan Santos | Missão | 13.738 | 1,74% |
| Augusto Cury | Avante | 12.391 | 1,57% |
Governo
Para o governo de Goiás, Daniel Vilela obteve 433.515 votos em Goiânia, correspondentes a 56,91% dos válidos. Wilder Morais (PL) ficou em segundo, com 176.568 votos (23,18%).
A diferença entre os dois foi de 256.947 votos. Luis Cesar Bueno (PT) recebeu 80.111 votos (10,52%), e Marconi Perillo (PSDB), 67.028 (8,80%).
Luciana Amorim (UP) teve 4.182 votos, enquanto Danilo da Silva (PCO) recebeu 324. Daniel Vilela foi eleito governador no primeiro turno com o resultado estadual.
| Candidato | Partido | Votos | % dos válidos |
|---|---|---|---|
| Daniel Vilela | MDB | 433.515 | 56,91% |
| Wilder Morais | PL | 176.568 | 23,18% |
| Luis Cesar Bueno | PT | 80.111 | 10,52% |
| Marconi Perillo | PSDB | 67.028 | 8,80% |
| Luciana Amorim | UP | 4.182 | 0,55% |
| Danilo da Silva | PCO | 324 | 0,04% |
Senado
Como cada eleitor podia votar em dois candidatos ao Senado, a votação total para o cargo é superior ao número de eleitores que compareceram às urnas.
Gustavo Gayer (PL) liderou em Goiânia, com 359.222 votos (25,16%). Gracinha Caiado (União) recebeu 259.977 (18,21%) e ficou na terceira posição na capital, atrás de Zacarias Calil (MDB), que teve 279.571 votos (19,58%).
Apesar de ter recebido mais votos que Gracinha em Goiânia, Zacarias Calil não foi eleito. Isso ocorre porque as duas vagas são definidas pela votação em todo o estado. No resultado estadual, Gayer e Gracinha foram os dois eleitos.
| Candidato | Partido | Votos | % dos válidos |
|---|---|---|---|
| Gustavo Gayer | PL | 359.222 | 25,16% |
| Zacarias Calil | MDB | 279.571 | 19,58% |
| Gracinha Caiado | União | 259.977 | 18,21% |
| Oséias Varão | PL | 160.740 | 11,26% |
| Gustavo Mendanha | PRD | 121.352 | 8,50% |
Câmara Federal
A disputa pelas vagas na Câmara dos Deputados reproduziu, em parte, uma polarização que já havia marcado a eleição para prefeito de Goiânia em 2024.
Fred Rodrigues (PL), que chegou ao segundo turno daquela eleição, foi o deputado federal mais votado na capital, com 79.783 votos. Logo atrás apareceu a Delegada Adriana Accorsi (PT), terceira colocada na disputa pela Prefeitura em 2024, com 70.074 votos.
A diferença entre os dois foi de 9.709 votos. O desempenho de ambos chama atenção porque coloca novamente frente a frente, em uma eleição proporcional, dois nomes que estiveram entre os protagonistas da última disputa municipal pelo comando da capital.
Aava Santiago (PSB) apareceu na terceira posição entre os nomes destacados, com 60.295 votos. A vereadora teve uma votação expressiva em Goiânia, mas não conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados.
Bruno Peixoto (União), atual presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, recebeu 45.642 votos na capital e também foi eleito deputado federal no resultado estadual.
| Candidato | Partido | Votos em Goiânia |
|---|---|---|
| Fred Rodrigues | PL | 79.783 |
| Delegada Adriana Accorsi | PT | 70.074 |
| Aava Santiago | PSB | 60.295 |
| Bruno Peixoto | União | 45.642 |
Os números acima são utilizados como recorte das votações mais expressivas na capital e não representam a ordem final de eleitos, que é definida pela apuração estadual e pelo sistema proporcional.
Alego
Na eleição para a Assembleia Legislativa de Goiás, a presença de políticos com atuação na Câmara Municipal de Goiânia também aparece entre as maiores votações da capital.
Fabrício Rosa (PT) liderou a votação para deputado estadual em Goiânia, com 38.522 votos, seguido pelo vereador GCM Romário Policarpo (Cidadania), com 35.585.
Na sequência, dois vereadores da capital aparecem em uma disputa marcada novamente pela polarização entre PL e PT. Coronel Urzeda (PL) recebeu 22.754 votos, enquanto Kátia Maria (PT) teve 21.848.
A diferença entre os dois foi de apenas 906 votos.
O resultado chama atenção porque repete, na eleição para a Assembleia, um movimento observado na disputa pela Câmara dos Deputados: nomes com atuação política em Goiânia conseguiram concentrar parcela significativa da votação na própria capital, enquanto representantes de PL e PT aparecem entre os mais votados.
Virmondes Cruvinel (União) completou o grupo dos candidatos destacados, com 21.087 votos.
| Candidato | Partido | Votos em Goiânia |
|---|---|---|
| Fabrício Rosa | PT | 38.522 |
| GCM Romário Policarpo | Cidadania | 35.585 |
| Coronel Urzeda | PL | 22.754 |
| Kátia Maria | PT | 21.848 |
| Virmondes Cruvinel | União | 21.087 |
A votação para deputado estadual em Goiás e para deputado federal ocorre pelo sistema proporcional. Por isso, o número de votos individuais é um indicador do desempenho de cada candidato, mas a distribuição das cadeiras também considera a votação dos partidos e federações.
