Samuel Straioto
Goiânia – A saúde foi apontada como a principal carência do eleitor goiano pelo candidato ao governo de Goiás Wilder Morais (PL), que acompanhou na manhã deste domingo (4/10) o voto da esposa, Ana Luiza Morais, no Colégio Protágoras, no Setor Marista, em Goiânia. Ao falar com a imprensa, ele disse que a reclamação foi a que mais ouviu em sua caminhada pelo estado e afirmou que, se eleito, passará a “cuidar da saúde do povo goiano” a partir de segunda-feira (5).
Wilder definiu o dia da votação como o fim de um percurso de contato direto com os eleitores. “Estamos aqui com o sentimento de dever cumprido de levar nossas propostas, andar pelo estado, conversar com muita gente, abraçar muita gente, ouvir muita gente”, afirmou. Segundo ele, a escolha agora é “de quem tem o melhor projeto para o estado de Goiás”. O candidato disse estar “muito confiante”.
Saúde: a principal queixa
Questionado sobre o que mais observou nas viagens pelo estado, o candidato foi direto. “O que mais me chamou a atenção de tudo é a questão da saúde. Em todos os lugares que a gente foi, a reclamação é muito grande”, disse.
Ele citou como exemplo a fila de cirurgias eletivas. “Tem 26 mil pessoas numa fila de espera para fazer uma cirurgia eletiva. Pessoas que estão demorando dois anos e meio, três anos. Isso não pode acontecer, e nós vamos resolver a saúde aqui”, declarou. O número foi apresentado pelo candidato, sem indicar a fonte.
Indecisos e expectativa de segundo turno
Sobre as chances de o pleito ser decidido em segundo turno, Wilder afirmou que o volume de eleitores indecisos ainda é grande. Ele argumentou que as últimas pesquisas eleitorais ainda indicavam elevado índice de indecisos.
O candidato avalia que esse grupo pode definir o resultado. “A gente imagina que esses indecisos possam estar colocando a direita na frente “, afirmou, em referência ao número do partido na urna.
Já no Colégio Marista, um pouco mais tarde, Wilder contestou os números de pesquisas eleitorais e argumentou que, em pleitos passados, os levantamentos também não indicavam um cenário favorável a ele, mas que ao final a concretização foi diferente.
Questionado sobre a mais recente pesquisa Quaest, segundo a qual a disputa pode ser decidida no primeiro turno, o candidato citou a eleição de 2022 como exemplo. “A de 2022 também foi assim. Naquela pesquisa a gente estava em quarto lugar, e nós acabamos chegando em primeiro, com quase 200 mil votos de diferença. Infelizmente a pesquisa não foi lá pedir desculpas para mim, porque esse resultado ficou tão fora do contexto”, afirmou.
Para Wilder, o resultado das urnas é o que importa. “A pesquisa em que nós estamos acreditando é a de hoje à tarde, daqui a pouquinho. Daqui a cinco horas você vai ver o que acontece”, disse.
Eleitor conservador e indecisos
O candidato afirmou que a eleição em Goiás tem características próprias e que o perfil do eleitorado favorece a sua tese. “O estado de Goiás é um estado muito conservador, é um estado muito bolsonarista, e com certeza tem muitos indecisos. Nessa semana a gente notou que o pessoal está decidido, e estamos muito otimistas para hoje”, declarou.
Segundo ele, o eleitor goiano costuma deixar a escolha para o último dia. “As pessoas deixam para o último dia, e a escolha é agora. Eu acho que a oportunidade da direita é governar o estado de Goiás, e esses indecisos, que são muitos, quase 50%, hoje com certeza vão optar mais tarde pelo 22”, afirmou. Wilder também definiu a campanha como “propositiva e bonita” e disse ter tido a oportunidade de “abraçar e ouvir as pessoas do estado inteiro”.
Disputa nacional
Sobre a eleição para a Presidência da República e o voto do candidato que apoia em Goiás, Wilder também apostou em um bom desempenho. “Aí eu vou acreditar nas pesquisas que a gente tem também. O nosso candidato tem a maior votação no estado de Goiás e, tudo o que a gente está acompanhando, ganhamos a eleição de presidente e também a de governador”, disse.
