A Redação
Goiânia – O júri popular dos três acusados pela morte do advogado Davi Sebba terminou nesta sexta-feira (2/10), em Goiânia, com a condenação de dois réus e a absolvição do terceiro. O crime ocorreu em julho de 2012, no estacionamento de um supermercado na Avenida T-9.
Jonathas Atenevir Jordão, acusado de ser o autor do crime, foi condenado por homicídio qualificado a 12 anos de prisão. Ele foi absolvido da acusação de porte de arma.
Edinailton Pereira de Souza, acusado de participação, foi condenado por homicídio simples e porte de arma, com pena fixada em 10 anos.
Já Luiz Frederico de Oliveira foi absolvido em relação ao homicídio, no quesito genérico, e também do porte de arma, por negativa de autoria.
Após o julgamento, Pedro Ivo Sebba, irmão de Davi, lamentou que os condenados tenham deixado o local em liberdade e afirmou estar preocupado com a possibilidade de eles continuarem soltos durante a apresentação de recursos. “A gente pensou que eles iam sair de lá presos, e o juiz não decretou a prisão imediata deles. Eles saíram de lá em liberdade, ou seja, vão poder recorrer em liberdade”, afirmou.
Pedro Ivo disse ainda que espera uma manifestação do Ministério Público sobre a prisão dos condenados. “O Ministério Público pode requerer, na segunda-feira (5/10), a prisão, mas eu estou muito preocupado com o fato de que eles possam impetrar algum habeas corpus e impedir uma prisão, ficando em liberdade por muito tempo”, declarou.
Entenda o caso:
Davi Sebba foi morto com um tiro no peito no dia 5 de julho de 2012, no estacionamento de um supermercado localizado na Avenida T-9, em Goiânia. Na ocasião, a esposa do advogado estava internada para dar à luz ao filho do casal. Davi havia ido ao estabelecimento para comprar fraldas para a criança que estava prestes a nascer.
À época do crime, Davi Sebba era investigado em uma operação de tráfico internacional de drogas. A família, no entanto, sempre negou qualquer ligação do advogado com o crime.
Familiares também afirmam que a cena do crime foi alterada. Segundo eles, não teria sido encontrado vestígio de pólvora nos dedos de Davi, o que, na avaliação da família, indicaria que o advogado não teria realizado qualquer ataque antes de ser assassinado.
A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos acusados.
