São Paulo – A maioria dos eleitores chega à reta final da campanha presidencial com o voto definido, mas parte das bases de alguns candidatos admite rever a escolha caso entenda que seu nome não tem chances de vencer, mostra pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (1º/10). No levantamento, 51% dizem estar completamente decididos, 26% estão bastante inclinados a um candidato, 15% ainda estão decidindo e 8% não pensaram sobre o voto.
A disposição para o chamado voto útil, porém, varia de forma significativa entre as candidaturas. Entre os eleitores de Romeu Zema (Novo), 55% afirmam que poderiam deixar de votar no governador mineiro caso entendessem que ele não tem chances de vencer, enquanto 45% dizem que não. Entre os apoiadores de Ronaldo Caiado (PSD), 53% admitem essa possibilidade e 47% a descartam.
Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), o cenário é mais dividido: 48% afirmam que poderiam deixar de votar no candidato diante de uma percepção de falta de competitividade, contra 52% que dizem que manteriam o voto.
A resistência ao voto útil é maior entre os eleitores dos candidatos que aparecem nas primeiras posições da disputa. Entre os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 4% dizem que poderiam abandonar o candidato se entendessem que ele não tem chances de vencer, enquanto 96% afirmam que não. Na base de Flávio Bolsonaro (PL), 12% admitem mudar a escolha e 88% dizem que permaneceriam com o candidato.
Entre os eleitores de Renan Santos (Missão), 16% afirmam que poderiam deixar de votar nele diante da percepção de que a candidatura não tem chances de vitória, contra 84% que dizem que não. Entre os eleitores dos demais candidatos, 13% admitem essa possibilidade e 87% descartam.
O levantamento também perguntou se, além do candidato escolhido, algum outro concorrente havia surpreendido positivamente o entrevistado durante a campanha. O dado não mede intenção de troca de voto, mas indica quais candidaturas conseguiram despertar avaliação favorável fora da própria base.
Entre os eleitores de Zema, 41% dizem ter sido surpreendidos positivamente por outro candidato. Flávio é o mais citado, com 26%, seguido por Caiado, com 23%, Renan, com 21%, e Cury, com 18%. Lula aparece com 2%.
Na base de Cury, 38% dizem ter sido surpreendidos positivamente por outro nome. Lula lidera as menções, com 24%, seguido por Zema, com 22%, Caiado, com 21%, Renan, com 11%, e Flávio, com 7%.
Entre os apoiadores de Flávio, 36% apontam outro candidato como surpresa positiva. Zema aparece com 27%, Caiado, com 23%, Cury, com 22%, e Renan, com 19%. Lula não pontua.
Entre os eleitores de Caiado, 33% mencionam outro concorrente positivamente. Cury lidera as citações, com 29%, seguido por Flávio, com 19%, Zema, com 15%, Renan, com 13%, e Lula, com 6%.
A abertura é menor nas bases de Lula e Renan. Entre os eleitores do petista, 12% dizem ter sido surpreendidos positivamente por outro candidato; Cury concentra 44% das menções desse grupo, seguido por Samara (UP), com 17%, Caiado, com 15%, e Zema, com 11%. Entre os eleitores de Renan, apenas 4% citam outro nome positivamente; entre eles, Zema aparece com 39%, Cury, com 27%, Caiado, com 18%, e Flávio, com 10%. Entre estes eleitores, Lula também não pontuou.
A Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores, por telefone, em todo o País entre 26 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09503/2026. (Agência Estado)
