A Redação
Goiânia – O governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) assume o compromisso de manter e fortalecer, em um novo mandato, o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) como referência no tratamento de crianças e adolescentes com câncer. Ao completar um ano de inauguração oficial nesta sexta-feira (25/9), a unidade soma 34.783 atendimentos e consolidou uma estrutura especializada que permite a pacientes goianos realizar diagnóstico, quimioterapia, cirurgias e transplantes de medula óssea no próprio Estado. “O Cora representa uma conquista que será preservada. Nosso compromisso é garantir os recursos, a estrutura e os profissionais necessários para que esse padrão de atendimento continue e avance ainda mais nos próximos anos”, afirma Daniel.
Em um ano, o Cora contabiliza 12.840 consultas multiprofissionais, 7.131 consultas médicas, 7.148 exames especializados, 3.678 sessões de quimioterapia, 2.077 cirurgias e 1.903 procedimentos cirúrgicos de menor porte. Desde março, a unidade também realiza transplantes de medula óssea e já soma nove procedimentos. A estrutura atende pacientes de diferentes municípios goianos e também recebe crianças de Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas e Bahia. O Cora é o primeiro hospital público estadual 100% SUS dedicado ao tratamento do câncer infantojuvenil.
A concentração dos serviços em uma única unidade reduziu a necessidade de crianças e famílias buscarem tratamento fora de Goiás ou percorrerem diferentes hospitais durante a terapia. O oncologista pediátrico Renato Melaragno destaca que determinados casos, como os de tumores cerebrais, não contavam anteriormente com uma estrutura especializada no Estado. “A gente tem hoje aqui a possibilidade dessas crianças não saírem do Estado. Por exemplo, a gente teve metade dos pacientes praticamente com tumores cerebrais. Não tinha nenhum hospital aqui em Goiás que trate tumor cerebral. Vai para lá, vai para cá, fica muito quebrado [o tratamento]. Isso não é bom”, explica.
Outro resultado é a redução do intervalo entre a suspeita da doença e o início da terapia. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos, a média entre a primeira consulta no Cora e o começo do tratamento é de cinco dias. “Ele faz todos os exames; tem o diagnóstico em três dias e inicia o tratamento dois dias depois. No caso de doença hematológica, a gente inicia o tratamento no mesmo dia do diagnóstico”, afirma. Para o secretário, o atendimento também precisa considerar o impacto da doença sobre quem acompanha o paciente: “Curar a criança é curar a sua família, porque uma criança doente adoece a família toda”.
Para Daniel, garantir a continuidade do Cora significa preservar o atendimento já oferecido e avançar na estrutura de combate ao câncer em Goiás. “O que funciona e transforma a vida das pessoas precisa ter continuidade. Vamos cuidar do Cora para que continue oferecendo atendimento de excelência às nossas crianças e às suas famílias e, ao mesmo tempo, ampliar a rede de oncologia. O goiano precisa ter a segurança de que encontrará em Goiás tratamento digno, especializado e de qualidade quando mais precisar”, afirma Daniel.
