A Redação
Goiânia – O percentual de escolas públicas de Goiás com pelo menos um recurso de acessibilidade aumentou de 76,5%, em 2019, para 91,9% em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (18/9). Considerando também a rede privada, o índice no Estado passou de 79,8% para 93,1% no período. Goiás ocupa ainda a segunda posição nacional na proporção de estabelecimentos de ensino com profissionais de apoio.
Entre os recursos considerados pelo levantamento, estão rampas, corrimãos e guarda-corpos, elevadores, pisos táteis, portas com largura adequada para circulação, além de sistemas de sinalização sonora, tátil, visual ou luminosa. Segundo o IBGE, essas estruturas contribuem para ampliar as condições de acesso e permanência de estudantes com deficiência nas escolas.
O estudo também mostra que o percentual de escolas com profissionais de apoio em Goiás é o segundo maior do Brasil. Em 2025, 49,4% dos estabelecimentos de ensino de Goiás contavam com esses profissionais para alunos com deficiência, percentual equivalente a cerca de 2.300 das 4.752 escolas existentes no estado. Na rede pública, o índice chegou a 62,3%, enquanto a média nacional na rede pública foi de 32,8% (e a média nacional geral foi de 26,2%).
Goiás também registrou, em 2025, 33,9% das escolas com salas de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado (AEE), contra 30% no Brasil. Em 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Educação, existem 11.181 estudantes no AEE, distribuídos em 480 unidades escolares com espaços destinados para esse tipo de atendimento.
Em Goiás, o IBGE identificou 481,3 mil pessoas com deficiência em 2022, o equivalente a 7% da população de dois anos ou mais de idade. Os dados fazem parte de um estudo que reúne informações do Censo Demográfico 2022, Censo Escolar, Pesquisa Urbanística do Entorno dos Domicílios, Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
